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Zema diz que pode ‘faltar energia a qualquer momento’ em regiões de Minas



 O governador Romeu Zema (Novo) afirmou na última quarta-feira, 22, que “a qualquer momento” Minas pode ter “algumas regiões desabastecidas por energia elétrica”. Segundo ele, o sistema “está operando no limite”.

A declaração do político dá o tom da gravidade da crise energética que o Brasil atravessa. Ela foi dada durante a cerimônia que marcou o início do processo administrativo de tombamento do Lago de Furnas e do Lago do Peixoto.

“Tenho acompanhado muito de perto a situação, a qualquer momento nós corremos risco de ter algumas regiões desabastecidas por energia elétrica. Nosso sistema está operando no limite, apesar de todas as usinas termelétricas estarem funcionando“, declarou o governador, que não especificou quais regiões estariam sob o risco iminente de falta de energia.

Tombamento do Lago de Furnas e do Lago do Peixoto

Zema participou de forma remota da cerimônia que deu início ao tombamento do Lago de Furnas e Peixoto. O ato ocorreu em Capitólio, durante a 9ª reunião do Grupo de Trabalho de Furnas.

Em dezembro de 2020, a Assembleia Legislativa de Minas, por meio de emenda constitucional, acrescentou ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado o tombamento dos dois Lagos para fins de conservação.  Agora, o Iepha-MG irá instaurar o processo administrativo com os estudos necessários para a definição técnica das áreas e diretrizes de preservação.

A proposta aprovada pela Assembleia no ano passado, e adicionada à Constituição mineira, fixa limites mínimos para os níveis dos lagos de Furnas e Peixoto, utilizados como fonte de energia hidrelétrica. O intuito da proposta é “assegurar o uso múltiplo das águas para o desenvolvimento do turismo, da agricultura e da piscicultura, a par da geração de energia”.

O limite do reservatório de Furnas ficou estabelecido em 762 metros acima do nível do mar, enquanto que em Peixoto é de 663 metros. O governo de Minas  afirma apoiar integralmente o estabelecimento deste limite mínimo. No entanto, o governo federal entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a norma.

O governador recordou que já foi a Brasília várias vezes para tratar do tema. “Este tombamento é um marco para Minas Gerais. Desde o início do meu governo assumi o compromisso de que a cota 762 seria respeitada. Infelizmente, recebemos a notícia de que o nível do lago foi reduzido. O problema é complexo, dentro do contexto do Brasil, que tem pecado, infelizmente, pela falta de planejamento. Vivemos um momento de escassez de chuvas e de consequente crise hídrica, que está se desdobrando para se tornar uma crise energética, um problema que deveria ter sido resolvido há 10, 15 anos”, afirmou.


 
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