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Enfermeira da Unimed Varginha fala sobre cuidados e prevenção ao câncer de mama

 


Outubro é mês de falar de prevenção do câncer de mama. Conhecido como Outubro Rosa, o movimento lembra a importância da prevenção do câncer de mama e reforça que, quando diagnosticado precocemente, pode ser tratado e curado. 

Confira a entrevista com Luciana Meneguci Lopes, enfermeira da APS - Atenção Primária à Saúde da Unimed Varginha.


- Quais rotinas a mulher deve manter para estar atenta a sua saúde? 

A ida anualmente ao ginecologista é muito importante, lembrando que não podemos ficar somente focadas nessa temática. Procurar deixar nossos pratos mais coloridos na hora do almoço e jantar poderá trazer grandes benefícios à saúde do nosso coração. E por falar em coração, a prática regular de atividade física, cerca de 30 minutos diariamente, irá tirar você da vida sedentária e com isso os benefícios vão chegar para ficar. Outro assunto que merece todos os destaques é a saúde mental: a mulher moderna, que tem dupla até tripla jornada, deve tirar um tempo para cuidar da mente. Parece missão impossível? Então fica a dica: a ansiedade, insônia, estresse e transtornos alimentares não só aumentam os riscos de doenças mentais, mas também as doenças cardiovasculares.


-Pensando no outubro Rosa o autoexame ainda é recomendado? 

O autoexame das mamas é o procedimento em que a mulher observa e palpa as próprias mamas, visando a detectar mudanças ou anormalidades que possam indicar a presença de alguma alteração. Atualmente, considerando as evidências disponíveis, o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) não recomendam a prática do autoexame das mamas como método de rastreamento de câncer de mama. Entretanto, é fundamental que a mulher conheça seu próprio corpo e sempre esteja atenta a qualquer alteração. O método mais indicado para rastreamento do câncer de mama é a mamografia. Essa mudança aconteceu devido ao fato de quando a mulher se auto apalpar e não identificar nenhuma alteração, algumas podem deixar de procurar atendimento médico e dessa forma não fazer exames de detecção. Falhas neste rastreamento e a lentidão entre a confirmação e o tratamento contribuem para a mortalidade. 


-Para as mulheres que desejam ter acompanhamento médico, de quanto em quanto tempo se é recomendado as consultas?

Anualmente recomenda-se a realização do check up ginecológico. O médico poderá solicitar a realização de exames laboratoriais e de imagem para auxiliar no diagnóstico. Temos também os rastreamentos que são realizados de acordo com a idade de cada mulher. Importante ressaltarmos que a mulher deve procurar atendimento médico sempre que sentir necessidade. 


-Existem sinais de alerta para detecção do câncer de mama?

Sim. Caso a mulher perceba algum dos sintomas citados abaixo, é recomendado que procure seu médico: presença de nódulo ou caroço que não dói, alteração na coloração ou forma do mamilo, liberação de líquido pelo mamilo, alterações na pele da mama como vermelhidão ou pele mais dura, inchaço ou alteração no tamanho de uma das mamas, coceira frequente na mama ou no mamilo, alteração na coloração ou forma da aréola, formação de crostas ou feridas na pele junto do mamilo, veias facilmente observáveis e que aumentam de tamanho, presença de um sulco na mama como se fosse um afundamento, caroços ou inchaço na região das ínguas da axila. 


-Uma pessoa está sujeita a adquirir uma doença somente se houver histórico familiar?

Não. Sabemos que o histórico familiar nos traz informações importantes, mas não podemos nos concentrar apenas nele.  O estilo de vida vai dizer muito a respeito do futuro de cada um e o fato de não existir uma determinada patologia na família não nos exclui de tê-la. 


-Quais as doenças acometem mais as mulheres? 

Há alguns anos o Infarto e o AVC acometiam mais os homens, atualmente, para cada três infartos, um é em paciente do sexo feminino. O AVC mata mais que câncer de mama e colo do útero e sabemos que o vilão é a pressão alta, e detalhe, em mulheres cada vez mais jovens. O câncer de mama, o câncer do colo do útero e o HPV entram nessa lista com números sempre muito elevados. O corrimento é um problema comum, que atinge cerca de 80% das pacientes que procuram atendimento em ginecologia e a SOP - Síndrome dos ovários policísticos que é um problema causado por um desequilíbrio hormonal que forma cistos que modificam os ovários, aumentando-os. Gostaria também de chamar a atenção para as IST – infecções sexualmente transmissíveis. Converse com seu médico, fale sobre suas queixas ginecológicas, só assim a patologia pode ser identificada e devidamente tratada. 


-O câncer de mama ainda é o maior inimigo?

O câncer de mama é o mais incidente em mulheres em todo o mundo. No Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama também é o mais incidente em mulheres de todas as regiões, com taxas mais altas nas regiões Sul e Sudeste. Conforme o INCA (Instituto Nacional de Câncer), para o ano de 2021 foram estimados 66.280 novos casos, o que representa uma taxa de incidência de 43,74 casos por 100.000 mulheres.


-Uma mulher que já teve câncer de mama pode voltar a ter?

O câncer pode voltar mesmo após um tratamento correto, com cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia. 

O risco de a doença retornar depende do tipo e do tamanho do tumor ao ser diagnosticado.


-Quais são as dicas de prevenção?

Devemos iniciar a prevenção ainda jovens. Evitando o ganho de peso, especialmente as gordurinhas na região abdominal, dar preferência a alimentos saudáveis, evitar ao máximo o consumo de gordura e a ingestão de bebidas alcoólicas. Movimentar, realizar atividade física, principalmente os exercícios aeróbicos, se possível diariamente.

 Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de desenvolver doenças como o câncer de mama.  Lembre-se: cuidar de você influenciará no bem-estar de todos a sua volta!



 
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