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IPCA: Inflação fica em 1,16%, maior índice para setembro em 27 anos



A inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, acelerou de 0,87% em agosto para 1,16% em setembro. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Essa é a maior taxa para meses de setembro desde 1994, quando o índice foi de 1,53%, logo após o lançamento do Plano Real. 

Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 10,25%. No ano, o IPCA acumula alta de 6,90%. 

Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados subiram em setembro, com destaque para habitação (2,56%), que foi puxado pelo aumento de 6,47% na conta de energia elétrica. 

Em setembro, passou a valer a bandeira tarifária de escassez hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. No mês anterior, vigorou a bandeira vermelha patamar 2, em que o acréscimo era menor, de R$ 9,49. Além disso, houve reajustes tarifários em Belém, Vitória e São Luís. 

Mercado vem subindo suas projeções para o índice de preços 

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, projetou na segunda-feira (4) que a inflação atingiria seu pico em setembro pelo IPCA. 

"Setembro deve ser o pico da inflação em 12 meses. A gente entende que existe um elemento de persistência maior e, por isso, estamos sendo mais incisivos nos juros", disse na ocasião.

O mercado financeiro vem subindo suas projeções para o índice de preços. A estimativa mais recente é de IPCA de8,51% ao final de 2021, indicou o boletim Focus, divulgado pelo BC.

Nesta semana, relatório da consultoria MB Associados sublinhou que a "inflação seguirá sendo um risco em 2022".

Para parte dos analistas, o país pode embarcar em um período de estagflação. O fenômeno é caracterizado por combinar fraqueza econômica e preços em alta.

IPC-S de outubro repetiu avanço de 1,43%

Já o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) da primeira quadrissemana de outubro repetiu avanço de 1,43% visto no fechamento de setembro. A informação foi divulgada também nesta sexta pela Fundação Getulio Vargas (FGV). 

O indicador acumula alta de 10,45% em 12 meses, maior do que o avanço de 9,61% no período até setembro.

Das oito categorias de despesas que compõem o indicador, quatro aceleraram da última quadrissemana do mês passado para a primeira de outubro. Os grupos educação, leitura e recreação (2,90% para 4,14%), alimentação (1,09% para 1,25%), vestuário (0,28% para 0,40%) e comunicação (0,39% para 0,45%) apresentaram acréscimo na taxa de variação.

Nessas classes de despesa, os itens com maior peso foram passagem aérea (22,70% para 27,47%), hortaliças e legumes (2,51% para 4,62%), roupas femininas (0,12% para 0,41%) e tarifa de telefone residencial (0,38% para 1,60%).

Por outro lado, os grupos habitação (2,59% para 2,03%), transportes (1,50% para 1,37%), despesas diversas (0,30% para 0,19%) e saúde e cuidados pessoais (0,14% para 0,11%) apresentaram recuo em suas taxas de variação. 

Passagens, energia e gasolina puxam índice

Passagem aérea (22,70% para 27,47%), tarifa de eletricidade residencial (8,52% para 6,35%) e gasolina (3,38% para 2,79%) foram os itens que mais exerceram pressão de alta no IPC-S da primeira quadrissemana de outubro. Gás de botijão (3,87% para 4,73%) e etanol (5,80% para 5,12%) completam a lista.

Na direção contrária, perfume (-1,25% para -1,38%), aparelho telefônico celular (0,20% para -0,61%) e desodorante (-1,01 para -1,45%) puxaram o indicador para baixo, seguidos por arroz (-0,75% para -1,10%) e cebola (-4,19% para -4,73%).

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