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Tanqueiros ameaçam greve geral em Minas após Petrobras reajustar o diesel

 


O Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustível e Derivados do Petróleo de Minas Gerais (Sinditanque-MG), por meio de seu presidente, Irani Gomes, afirmou na última terça-feira, 28, que a categoria deve deflagrar uma greve geral contra o aumento dos combustíveis nos próximos dias, paralisando as atividades no estado.

A nova ameaça de greve ocorre após a Petrobras anunciar o aumento de 8,89% sobre o preço médio do litro do diesel nas refinarias a partir desta quarta-feira, 29. “Hoje, não tem como mais trabalhar. A corda arrebentou”, disse o sindicalista ao jornal O Tempo.

Apesar de a política de preços dos combustíveis ser definida pela estatal, que é comandada pelo governo federal, para motivar a categoria, o sindicalista gravou um vídeo em que cobra também os governos estaduais a agirem pela redução dos preços do insumo.

“Um governo fica jogando para o lado do outro. O federal joga para o estadual, e o estadual joga para o federal. De quem é a culpa? A Petrobras, hoje, com seus acionistas, só pensa em lucro”, diz trecho de vídeo que ele enviou à categoria. Segundo ele, o diesel representa, hoje, 60% do custo do frete. “Passou da hora de os governos federal e estadual e a Petrobras reduzirem os preços abusivos dos combustíveis, principalmente do diesel. O país poderá parar novamente, como aconteceu em 2018. Por isso, pedimos que os governantes se sensibilizem, conversem entre si e com a Petrobras, e tomem providências imediatas para a solução dessa grave situação”, afirmou Gomes ao jornal.

Ainda de acordo com ele, a data da paralisação não será divulgada para evitar que o governo e distribuidoras encham os postos de gasolina antes do movimento, reduzindo o impacto da paralisação.


Governo de Minas afirma que não houve aumento de ICMS sobre os combustíveis

Um dos pleitos dos caminhoneiros é a redução do ICMS, imposto estadual, sobre os combustíveis, medida que dificilmente deve ser adotada, uma vez que o governo de Minas afirma que não houve reajuste recente no imposto e que ele não tem qualquer ligação com os últimos reajustes que incidiram sobre o insumo.

“Diante de toda a polêmica a respeito dos preços dos combustíveis, a Secretaria de Fazenda esclarece que o ICMS de Minas Gerais não sofreu reajustes. Em relação à gasolina e ao etanol, o imposto é o mesmo, desde janeiro de 2018, e também mesmo, desde janeiro de 2012, em relação ao diesel. É importante deixar claro ainda que os últimos reajustes nos valores dos combustíveis não se devem ao ICMS, mas, sim, à política de preços adotada pela Petrobras”, pontuou.


Fonte: Rede Moinho 


 
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