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78% das mulheres candidatas a cargos públicos não tiveram apoio dos partidos para campanha, aponta pesquisa

 


Cerca de 78% das mulheres que se candidataram a algum cargo público afirmam que os partidos políticos não cumpriram a promessa de apoio para suas campanhas. É o que aponta a pesquisa "Políticas de Saia", do Instituto Justiça de Saia, da promotora Gabriela Manssur, divulgada nesta quinta-feira (25).

Os dados fazem parte das respostas de 1.194 mulheres, colhidas entre os dias 8 de outubro e 22 de novembro. Participaram da pesquisa eleitoras, lideranças políticas, candidatas e mulheres eleitas em todo o país.

Entre as 155 mulheres que afirmam ter se candidatado a algum cargo público, 123 não foram eleitas (79,4%) e 121 (78%) informam que a promessa de campanha para a candidatura a cargo não foi cumprida pelo partido. Elas concorreram a cargos de vereadora (90,8%), deputada estadual (11,8%), prefeita (3,9%), vice-prefeita (3,3%), deputada federal (10,5%) e senadora (1,3%).

Das candidatas eleitas, apenas 42 (29,4%) exercem alguma liderança na casa legislativa local.

 O objetivo do projeto - realizado pelo Instituto Justiça de Saia com o apoio da organização Justiceiras - é mapear a violência política contra mulheres no país até outubro de 2022.

"As mulheres brasileiras gostam de política e estão dispostas a participar da vida pública em sua comunidade, cidade, município e país, mas enfrentam problemas como a violência e falta de informações", diz a pesquisa.

O levantamento também aponta que 89% das mulheres não se sentem representadas pelos homens na política. Para 96,7% das entrevistadas, a existência de mais mulheres na política impacta positivamente o desenvolvimento de políticas públicas e ações em prol das mulheres.

Na Câmara Municipal de São Paulo, por exemplo, embora a representatividade feminina tenha aumentado em 2020 em relação a 2016, ela ainda é muito inferior à masculina. Das 55 vagas, apenas 13 são ocupadas por mulheres, o que corresponde a 24%

Formas de violência

A maioria das mulheres (51%) também afirmou que já sofreu algum tipo de violência nos espaços de poder e de exercício político. Entre as formas de violência estão:

Ofensas morais e os xingamentos (50,3%)

Exclusão, expulsão ou restrição a espaço político (35,9%)

Ameaças (21,6%)

Ataques sexuais (18%)

"Fake news" (16,8%)

Agressão física (6%)

Invasão de redes sociais (7,4%)


 G1 Política

 

 

 


 
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