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Agenda 21 & Cidadania - 12/11/2021

 Cop26 – Chega de promessas vazias

A cop26 – Conferencia das Nações Unidas sobre mudanças do Clima - está acontecendo em Glasgow, Escócia, desde o dia 31 de outubro. Reunidos num evento que visa discutir ações urgentes para frear as emissões de carbono e manter o aquecimento global num patamar inferior a 1,5 graus, líderes políticos e técnicos de vários países do mundo têm dificuldades em chegar num acordo, olhando que estão, cada um, para seus próprios interesses.

Na delegação do Brasil, além das personagens políticas e do vídeo de 30 segundos do Presidente da República (que não esteve presente), foram 40 indígenas. Entre eles, Txai Suruí, do Povo Suruí, jovem mulher nascida em Rondônia, 24 anos, graduada em direito, a primeira indígena brasileira a discursar numa COP. Ela ressaltou a emergência das ações climáticas e a importância dos povos indígenas para a preservação da Amazônia. “Precisamos de um caminho diferente, com mudanças globais. Não é 2030 ou 2050. É agora!”, disse ela.
Do lado de fora da conferência outra jovem mulher, Greta Thunberg, liderou manifestações que cobravam mais ação e menos blá blá blá. Uma das faixas dizia: “Chega de promessas vazias”. Segundo a ativista, a mudança virá de fora da COP, da sociedade civil, que é onde está a liderança e a vontade de agir.

Greta tem razão: o poder da mudança está na comunidade. Em nós, consumidores. Em nós,  eleitores. Governos e empresas funcionam a partir do comportamento de consumo de bens e serviços desenvolvidos pelas pessoas comuns. Embora muitas vezes não pareça, somos nós que ditamos as regras. 

 Assim, precisamos, com urgência, adotar três atitudes em nosso dia a dia:

1 - Repensar nosso modo de vida e, sobretudo, nossos hábitos de consumo. Se passarmos a dar preferência aos deliverys que utilizam embalagens compostáveis ou recicláveis, aqueles estabelecimentos que ainda usam isopor vão repensar seu modo de entrega... Aos poucos vamos conhecendo nossa força como consumidores e as mudanças vão acontecendo;

2 – Procurar informação em fontes confiáveis. Sabendo mais sobre o assunto, evitamos cair na lábia de empresas inescrupulosas que usam os termos referentes à responsabilidade socioambiental sem estarem verdadeiramente engajadas. A isso se dá o nome de green washing, assunto para uma próxima matéria;

3 - Cobrar nossos governantes e avaliar com cuidado aqueles a quem daremos nossos votos nas eleições futuras. Conhecer o trabalho de cada politico em que votamos é fundamental. Assim como as empresas, candidatos também se passam por ativistas socioambientais para conseguir votos. É preciso saber há quanto tempo as(os) candidata(o)s em questão lutam por essas causas.

A mobilização é para ontem. Já estamos muito atrasados para salvar – não a Terra – mas a nossa espécie. Bora agir!

* Luciane Madrid Cesar
Artigo gentilmente cedido pela autora a título de colaboração com a Agenda 21 Local.
           
Engº Alencar de Souza Filgueiras 
Presidente do Fórum Agenda 21 Local 
Presidente do Conselho Fiscal do IBAPE/MG  
Contato: agenda21localvarginha@gmail.com


 
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