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Agenda 21 & Cidadania - 26/11/2021

 As Novas Cidades: Bicicletas e Energia Renovável

Diz a sabedoria popular que quando o aprendizado não vem pelo amor, vem pela dor. Experimentamos isso muito bem com a pandemia. Há muito sabíamos que precisávamos desacelerar a vida, cuidar do nosso planeta. Estávamos, porém, sempre deixando para depois. Veio então o vírus e disse: tem que ser já! 

Estamos vivenciando agora outra dor-professora: o alto preço dos combustíveis fósseis e da energia elétrica, consequência da quarentena e das mudanças climáticas que provocamos.
Com a gasolina nas alturas, muita gente está repensando seu modo de se locomover, seja usando bicicletas, fazendo caminhadas, aproveitando melhor o transporte público ou compartilhando veículos. Em muitas cidades ao redor do mundo a bicicleta já é o meio de transporte mais usado. Para isso acontecer foi preciso facilitar seu uso, construindo ciclovias e bicicletários e adotando outras medidas para garantir a segurança dos ciclistas. No Brasil, a cidade com mais ciclovias é São Paulo, seguida por Brasília, Rio de Janeiro, Fortaleza e Salvador. Muitas cidades do interior também já começam a refazer seus projetos de mobilidade urbana. Aqui perto de nós, em Poços de Caldas, foi inaugurado este mês mais um trecho de ciclovia, além de um eletroposto provido de energia fotovoltaica para abastecer carros e bicicletas elétricas. Sim, bicicletas elétricas, que poderão ser alugadas para facilitar a pedalada nos trechos de morro (tão comuns nas cidades mineiras). No site https://ciclomapa.org.br/  é possível consultar, por cidade, os mapas de ciclovias. Consultei Varginha e consta o trecho que vai da Estação Ferroviária à Praça da Mina... que, acredito, ficou só no projeto. 

Outra mudança importante nas cidades é o interesse pelo uso da energia fotovoltaica, que se tornou a nova queridinha das residências e industrias – para alegria do meio ambiente. As empresas de instalação estão lotadas de pedidos. Por enquanto, muitas das peças são importadas, encarecendo e dificultando o processo. Mas com a alta na demanda, logo teremos empresas nacionais produzindo tudo.  Embora a energia elétrica no Brasil venha da água e não do carvão (que é extremamente prejudicial a saúde ambiental e humana), as hidrelétricas provocam também grandes impactos socioambientais, modificando o ecossistema e desalojando populações. Além disso, ficamos sujeitos, como agora, a regularidade das chuvas. Quanto mais substituirmos nossa energia por fontes renováveis como a solar e a eólica, melhor para todos.

Cidades inteligentes – é o futuro acontecendo. Quem assistiu “Os Jetsons” na infância já esperava por isso. Precisamos, entretanto, do empurrãozinho da pandemia.
Se quiser saber mais sobre o projeto “cidade + inteligente” de Poços de Caldas, para sugerir ações aos vereadores varginhenses, acesse:
 https://pocosdecaldas.mg.gov.br/noticias/com-nova-ciclovia-e-projeto-de-bicicletas-eletricas-pocos-entra-para-vanguarda-da-mobilidade-urbana/ 

* Luciane Madrid Cesar
Artigo gentilmente cedido pela autora a título de colaboração com a Agenda 21 Local.
           
Engº Alencar de Souza Filgueiras 
Presidente do Fórum Agenda 21 Local 
Presidente do Conselho Fiscal do IBAPE/MG  
Contato: agenda21localvarginha@gmail.com


 
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