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Coluna - Luiz Fernando Alfredo

 Acreditamos no que queremos

Há um provérbio em latim que diz: “homo credit quod vult” – O homem acredita no que quer – o que concordamos plenamente, e com esta afirmativa cuja autoria nos é desconhecida, passamos a observar às opiniões das pessoas diante de fatos e ou circunstâncias do cotidiano.
O homem independente de seu “modus vivendi” (modo de viver) civilizado ou não, analfabeto ou intelectual, materialista ou crente, como já aventamos em outra coluna, portanto trata-se de uma crença originária da imaginação deste autor, os seres humanos nascem com algo que, consciente ou inconscientemente, os impulsionam a ter uma esperança - que alguns talvez não a distinguem - contudo pensam: não podemos ser só isto, corpos que nascem, crescem, alimentam, excretam, reproduzem, protegem sua prole e depois morrem.

O supra citado é tão evidente que todos sabem que somos formados por corpo e alma, portanto, o que dissemos é praticamente “chover no molhado”. E ainda mais, sabemos que sensor é um dispositivo que responde a estímulos mensurável ou operante. Temos convicção que temos este sensor no cérebro ou na alma, pois tudo aquilo que achamos que fizemos errado, não temos coragem de revelar, mesmo não havendo parâmetros do bem e do mal, especialmente no caso daqueles que ainda não têm senso comum.

Todo este introito, poderíamos dispensa-lo, contudo é nosso estilo e volúpia em desdobrar os pensamentos sobre si mesmo, de maneira abstrata ou conceitualmente.

Já tivemos oportunidade de explanar nossas ideias do quão o mundo é utilitarista, pois pressupomos que cada ação individual é avaliada em relação ao princípio da utilidade.
Para não alongarmos, pois o assunto é deveras polêmico, o utilitarismo é uma doutrina que avalia a moral e, sobretudo as consequências dos atos humanos e isto envolve muitos prós e contras que não caberia neste texto.

Entrando no assunto que que dará ênfase a tudo que escrevemos, vamos falar da pandemia do coronavírus que nossa geração não tinha vivido ainda, em que pese, todos os palpites politizados, opiniões científicas antagônicas, tipos de tratamentos, medidas preventivas e finalmente vacinas, que enfim começaram, aparentemente, diminuírem os números de infectados e os riscos de óbitos, o que é um alívio para todos.

O Brasil, Estados Unidos e Índia foram os países que mais vacinaram em contra ponto, há muitos países menores que não atingiram um número aceitável de vacinação. Não sabemos se está correto ou não, pois a imprensa vem perdendo credibilidade, fala-se que na Europa tem uma nova onda.

Não vamos entrar no mérito do que foi acertado ou não, quanto ao enfrentamento da pandemia, pois até hoje o mundo continua “in albis” (inteiramente alheio) ao que é absoluto quanto a este mal que assolou o planeta, mas não poderíamos deixar de homenagearmos aos profissionais médicos e paramédicos que se esforçaram para tratarem os infectados e nos solidarizarmos com às famílias que perderam entes queridos.

Destarte nosso arrazoado, gostaríamos de saber se, diante de todo o cenário de incertezas, às autoridades brasileiras arriscarão promover o carnaval? Questionamos não só pelos riscos das medidas preventivas não serem cumpridas corretamente, mas pelo fato dos turistas internos que transitarão entre nossos Estados e os turistas internacionais que poderão gerar uma nova onda. 

Será que prevalecerá a máxima de que o homem acredita no que quer e a fim de manterem as emoções das festas e se locupletarem das divisas para os cofres públicos e privados, valerá a pena sacrificarmos àqueles que não podem correr riscos de adoecerem, e o pior, de uma reinfecção?

Vamos aguardar, se prevalecerão a vontade dos “financiadores” das Escolas de Samba e Trios Elétricos para que os dólares circulem, mesmo manchados de lágrimas de jovens e velhos, para saciarem os velhacos contumazes!

Será que alguns Entes Federados gostaram tanto assim da prodigalidade do tesouro nacional durante a pandemia? 

A propósito, vamos lembrar que estamos em novembro de 2021, e até hoje ainda temos Escolas e Universidade sem aulas presenciais.

Já imaginaram o atraso enorme na formação dos estudantes?  Com certeza haverá um descompasso nas futuras demandas de profissionais para atendermos a produtividade necessária a economia do país, e esta crise futura teremos que debitar às autoridades que pensam que sabem e sindicatos que resolveram tumultuarem.

E quem sabe a culpa é da maioria do sistema educacional, que obedecendo a “lei no menor esforço”, recebendo seus salários, optaram por se esconder debaixo das indevidas prerrogativas dos sindicatos, que só a justiça poderia impor o contrário? 
Que Deus abençoes aos homens de boa vontade!


 
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