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Em MG, 42% dos eleitores são conservadores, revela pesquisa



O instituto DATATEMPO mediu pela primeira vez o índice de conservadorismo dos mineiros. De acordo com a pesquisa, a maior parte da população, 41,9%, é conservadora. O segundo maior grupo é formado por 34,7% dos mineiros, que são ambivalentes e transitam entre posições conservadoras e progressistas. Já 22,8% da população do Estado é progressista, e 0,6%, muito progressista. 

Para calcular esse índice, a pesquisa fez 11 perguntas aos entrevistados. O objetivo foi avaliar a opinião deles sobre temas como a legalização do aborto, a descriminalização da maconha e o casamento civil entre pessoas do mesmo gênero, dentre outras. Para cada uma dessas questões que o entrevistado se posicionou de forma contrária, foi atribuído um ponto. 

Também foi questionada a opinião dos participantes do levantamento em relação a pena de morte no Brasil, militarização das escolas públicas e ensino religioso nas escolas. Em questões do tipo, o entrevistado que fosse favorável aos temas também ganhava um ponto. 

Ao final, o instituto DATATEMPO criou uma escala e somou as respostas: quem não pontuou, foi considerado muito progressista; quem teve de 1 a 4 pontos foi classificado como progressista; os ambivalentes ficaram entre 5 e 6 pontos; e os conservadores, de 7 a 10. Seria muito conservador quem respondesse às 11 questões de forma conservadora, mas nenhum entrevistado cumpriu o critério. 

 

Maioria 

As posições predominantes entre os mineiros são a defesa do Bolsa Família (85,2%), a avaliação de que as escolas devem ensinar as crianças a rezar e a acreditar em Deus (85%), a opinião contrária à legalização do aborto (81,2%) e a postura favorável à redução da maioridade penal (73,4%). 

“Notamos que a maioria dos católicos e dos evangélicos se encontra mais associada ao conservadorismo. Já os espíritas tendem a concordar mais com atitudes progressistas”, avalia a coordenadora da pesquisa, Audrey Dias.  

No cruzamento do índice com as respostas sobre a religião, 41,7% dos católicos são conservadores, número que chega a 47,9% entre aqueles que se declaram evangélicos. Entre os espíritas, 45% deles são progressistas. 

 

Necessidade 

 A cientista política destaca também que o Bolsa Família – programa que chegou ao fim no último dia 31 sob a justificativa de que será integrado ao Auxílio Brasil – é apoiado por todas as ideologias e extratos sociais em Minas Gerais, embora nos anos iniciais do programa essa defesa fosse feita por setores à esquerda. 

“Um dos fatores que podem ajudar a entender esse resultado do Bolsa Família é o tempo de existência do programa no Brasil, em termos de legado para a vida da população, e também o uso de auxílios emergenciais durante a pandemia. Quem antes não precisava passou a enxergar a importância desse programa”, afirma a cientista política. 

Dados

A pesquisa foi feita de 29 de outubro a 3 de novembro. Foram 1.402 entrevistas em todas as regiões de MG. A margem de erro é de 2,62 pontos, e o nível de confiança, 95%.

O Tempo


 
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