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Estelionatário de Pouso Alegre suspeito de integrar quadrilha que roubou R$13 milhões é preso



 Foi preso num resort de luxo em Muro Alto, paradisíaca praia do litoral pernambucano, o estelionatário pouso-alegrense Max William Gonçalves Campos, figura conhecida em Pouso Alegre como “Max Vigarista”.

Ele é suspeito de integrar uma organização criminosa responsável por golpes que, num só ano, segundo a polícia, ultrapassaram a casa dos R$13 milhões. Quando preso, o criminoso tinha em uma conta bancária mais R$900 mil sem identificação de procedência lícita.

Nem bem os primeiros raios de sol despontaram, por volta das 6h de quinta-feira (4), policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) de Pernambuco prenderam o suspeito que dormia em companhia da mulher grávida em um dos bangalôs do resort, cuja diária chega a R$ 5 mil.

Um fato que chamou a atenção dos policiais e da própria imprensa, foram as tatuagens no corpo de Max William. Ele exibia desenhos nos membros superiores e tórax, logomarcas de bancos como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander, além da palavra “vigarista” artisticamente tatuada num dos braços e a figura da máscara usada por personagens de “La Casa de Papel”.

A operação iniciou-se no Rio de Janeiro, onde foi preso o chefe da quadrilha, Eduardo da Costa Ferreira, conhecido como “Frango”, flagrado em sua casa também em endereço de luxo. Segundo investigações ele tinha mais de R$2 milhões investidos somente em um ativo virtual. Vários vídeos divulgados mostram o criminoso com grandes quantias de dinheiro em sacolas e malas.

As prisões foram feitas na Operação Veritas da Polícia Civil, com participação de equipes especializadas da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro. Foram cumpridos 15 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em várias cidades.

A quadrilha da qual Max William é suspeito de fazer parte interceptava folhas de cheques e clonava cartões de crédito de clientes em todo o país. As operações tinham participação de um capitão da PM e um policial civil, além de funcionários de instituições financeiras, como gerentes. Outras dez pessoas foram presas.

A polícia estima que o bando movimentou ao menos R$ 13 milhões nos últimos meses, ora compensando cheques, ora fazendo transações em máquinas de cartões dos próprios fraudadores, em benefício de empresas de fachada. O dinheiro desviado era gasto em itens de luxo, como carros.


 
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