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Horticultura ganha posição de destaque na economia do Sul de Minas

 


O Sul de Minas é um grande produtor de café e o cultivo da batata também já foi famoso na região. Mas nos últimos anos, a atividade agrícola que vem crescendo significativamente nos municípios da região mais próxima da divisa com o estado de São Paulo é a horticultura. O segmento vem se expandindo tanto em área cultivada como está ganhando importância também no Produto Interno Bruto (PIB) da região.

Dados do Sistema Safra da Emater-MG de 2020 mostram que, na Unidade Regional da empresa em Pouso Alegre, que abrange 44 municípios da região, o PIB do cafeicultura é de R$489 milhões (47,2 mil hectares em produção) e o PIB da horticultura/olerícolas (área cultivada de 13,8 mil hectares) é de R$1,2 bilhão. Ou seja, cerca de duas vezes e meia maior e numa área plantada cerca de 3,5 vezes menor.

O coordenador técnico regional da Emater-MG, Raul Maria Cássia, diz que vários fatores têm impulsionado o desenvolvimento da horticultura no Sul de Minas. Um deles é a localização geográfica, próximo da Rodovia Fernão Dias, uma das mais importantes vias de escoamento da produção nacional.

“Estamos muito próximos de grandes centros urbanos como São Paulo, Campinas, São José dos Campos e Sorocaba, uma região com o maior PIB do Brasil”, argumenta Raul Cássia. O coordenador diz que o clima de altitude favorece muito a qualidade das frutas e verduras, em especial o pós-colheita, que fica com um período maior e permite o plantio de muitas espécies de olerícolas. “A região de altitude é uma verdadeira câmara fria natural”, diz.



Renda o ano todo

Essa grande diferença na lucratividade é uma das razões para o crescimento da área plantada de morango, que passou de 1,3 mil hectares, em 2016, para 2,5 mil hectares, em 2020, nos municípios da regional da Emater de Pouso Alegre.

Em 2021, a estimativa da Emater-MG é de uma produção de 144 mil toneladas de morango no extremo Sul de Minas Gerais. Outra vantagem do morango é que, com o uso do cultivo semi-hidropônico e de novas variedades, é possível colher o ano todo e por até três anos, gerando uma renda constante para o produtor, diferentemente da maioria das culturas que só garantem uma receita na época da safra. “Vale a pena ser um produtor de morangos. Antes eu tivesse enxergado esse potencial mais cedo”, diz o agricultor Jorivaldo de Andrade, que há sete anos trocou o emprego na indústria pela vida no campo.


Outras culturas

A produção de mandioquinha salsa, baroa e brássicas (couve-flor, repolho, brócolis, rabanete, etc) também tem prosperado na região. 

Já o plantio da batata, que é uma cultura altamente mecanizada, vem ocupando uma área cada vez menor no Sul de Minas. “Com a instalação de agroindústrias no Alto Paranaíba, houve uma migração para lá. A topografia do Sul de Minas dificulta a mecanização na safra de verão e vem aumentando a tendência do consumo de batata pré-pronta”, salienta o coordenador. 

Dados da Emater-MG, indicam que a área cultivada de batata na região caiu de 19 mil hectares em 1990, para 7,6 mil hectares em 2021.



 
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