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Micro e pequenas empresas responderam por mais de 80% do saldo de empregos no estado em setembro

 


Oito em cada 10 postos de trabalho abertos em Minas Gerais em setembro foram criados pelas micro e pequenas empresas (MPE). O segmento fechou o mês com um saldo de 25 mil vagas, total 5,5 vezes maior que o das médias e grandes empresas (MGE). É o que mostra o levantamento realizado pelo Sebrae Minas com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. No acumulado do ano, o saldo total de empregos nas MPE mineiras supera 200 mil vagas.

 O setor de Serviços lidera a geração de empregos no segmento no período (78 mil), seguido pelo Comércio (47 mil), Indústria (42 mil), Construção Civil (28 mil) e Agropecuária (6 mil). Somente em setembro, o saldo de empregos nas MPE teve uma queda de aproximadamente 13% em relação a agosto. Já no comparativo com setembro de 2020 houve um aumento em torno de 7%. Serviços manteve a média de 45% do saldo total de empregos nas MPE em setembro, com 11 mil postos gerados naquele mês. Na sequência ficaram a Indústria (6 mil), Comércio (5 mil), Construção Civil (3 mil) e Agropecuária (-179). 

Belo Horizonte (5,5 mil), Uberlândia e Contagem (1,1 mil cada) seguiram com os maiores saldos de empregos nas MPE em setembro. Salinas, no Norte de Minas, Iturama, no Triângulo, e São Gonçalo do Rio Abaixo, na região central do estado, foram os municípios com o menor saldo naquele mês: -60, -49 e – 45, respectivamente. A maioria dos contratados pelas MPE em setembro foram homens, com um saldo de 13 mil vagas ocupadas, contra 11 mil preenchidas pelas mulheres. Os jovens entre 18 e 24 anos responderam por quase metade do saldo total de empregos nas MPE em setembro.


3º trimestre positivo

O balanço de empregos nas MPE foi positivo no terceiro trimestre, tanto na comparação com o segundo trimestre deste ano quanto em relação ao mesmo período do ano passado. “O segmento teve um saldo superior a 81 mil vagas no terceiro trimestre, um crescimento superior a 50%, tanto em relação a 2020, quanto quando comparado ao segundo trimestre deste ano”, informa Gabriela Martinez, analista de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas.


 MEI também cresce

O número de microempreendedores individuais (MEI) em Minas Gerais chegou a 1.442.119 em setembro, o que corresponde a 11% do total de MEI do país. No ano, o saldo acumulado de novos MEI no estado é de 164.205. O MEI é o trabalhador por conta própria que se legaliza como pequeno empresário. 

Representa mais de 60% dos negócios de pequeno porte em Minas Gerais. Considerando apenas o saldo de formalizações no terceiro trimestre deste ano, o crescimento foi de 3,29% em relação ao mesmo período do ano passado. Já em números absolutos, o total de MEI em Minas Gerais aumentou 17% quando comparado ao final do terceiro trimestre de 2020.

 “A retomada de várias atividades no estado favoreceu esse crescimento, além, é claro, do MEI representar uma opção de renda, seja ela complementar ou não”, destaca Gabriela Martinez. As cinco atividades com o maior número de formalizados como MEI foram as de cabeleireiro/manicure/pedicure, comércio varejista do vestuário e acessórios, obras de alvenaria, promoção de vendas e lanchonetes/casas de chá/sucos e similares. Juntas, elas reúnem 383.727 MEI ou 27% do total de MEI em Minas Gerais.




 
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