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Nível de confiança dos pequenos negócios de Minas Gerais se mantém estável em outubro


 Expectativas dos empresários com o cenário de curto prazo 
seguem cautelosas, indústria demonstra um pouco mais de otimismo

Nem mesmo a proximidade da Black Friday e das festas de fim de ano ajudaram a elevar o nível de confiança dos pequenos negócios de Minas Gerais em outubro. O Índice Sebrae de Confiança dos Pequenos Negócios (Iscon) ficou em 118 pontos, mesmo patamar de setembro, resultado puxado principalmente pela Indústria.

O setor foi o único que apresentou crescimento no Iscon em outubro, atingindo 123 pontos, oito a mais em relação ao mês anterior. A melhora foi influenciada pelas expectativas dos empresários com o cenário de curto prazo, indicado pelo Índice de Situação Esperada (ISE), que mede as expectativas para os próximos três meses.

“O ISE da Indústria cresceu 11 pontos, e somente esse setor apresentou aumento nesse subíndice”, destaca Paola La Guardia, analista da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas. Segundo ela, os pequenos negócios do setor sinalizam estar um pouco mais confiantes no possível aumento das vendas de fim de ano.

O Comércio ficou em segundo lugar no nível de confiança entre os setores, com 119 pontos, seguido pela Construção Civil (116) e Serviços (115). “O nível de confiança da Construção Civil ficou cinco pontos abaixo da registrada em setembro, resultado puxado pela queda brusca nas expectativas de curto prazo, com o ISE despencando 11 pontos”, acrescenta a analista.

As Empresas de Pequeno Porte (EPP) registraram um Iscon quatro pontos acima do resultado de setembro, variando de 127 para 131 pontos. As Microempresas (ME) seguiram com o mesmo patamar de confiança em relação ao mês anterior (124 pontos) e os Microempreendedores Individuais (MEI) registraram uma leve queda no Iscon quando comparado a setembro (de 112 para 111).

A pesquisa ouviu 1.257 participantes entre os dias 9 e 21 de outubro. A margem de erro global da pesquisa foi de 2,8 pontos percentuais, considerando-se um intervalo de confiança de 95%.


Impactos econômicos

De um modo geral, os pequenos negócios de todos os setores demonstraram pouco entusiasmo com o momento atual da economia. Apesar de o Índice de Situação Recente (ISR), que indica a percepção dos empresários em relação aos últimos três meses, ter apresentado uma leve melhora em outubro, variando de 83 para 86, seguiu abaixo de 100 pontos, o que significa que os empreendedores ainda avaliam que a situação recente piorou.

“A inflação e as taxas de juros estão dificultando a recuperação da economia. Muitos pequenos negócios estão sendo pressionados pelo aumento no preço dos insumos, mercadorias, energia elétrica e combustíveis. 

As taxas de juros em crescimento diminuem o consumo e os investimentos, sem falar do risco de uma crise energética”, avalia Paola La Guardia.

O ISE e o ISR são os dois subíndices que compõem o Iscon. Contudo, como o ISE tem peso dobrado na composição do índice, o fato de ele ter caído um ponto em relação setembro (135 para 134) influenciou para que o Iscon de outubro fechasse no mesmo patamar de setembro (118), apesar da ligeira elevação do ISR (de 83 para 86) no mesmo período.


 
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