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Operação conjunta da PM e PRF termina com 26 mortos em Varginha

 


Operação conjunta do BOPE e COE envolvendo cerca 30 policiais na madrugada do último domingo (31) frustrou possível ação criminosa em Varginha terminando com 26 mortos, todos de um possível grupo criminoso.

Uma ação espetacular conjunta envolvendo o BOPE (Batalhão de Operações Especiais de Minas Gerais), COE (Comando de Operações Especializadas) da Polícia Rodoviária Federal e policiais do 24º Batalhão de Polícia Militar de Varginha impediu uma ação criminosa de uma quadrilha especializada em roubo a bancos. Os corpos foram encaminhados à UPA de Varginha e posteriormente levados para Belo Horizonte. A Polícia Civil segue agora com os trabalhos de perícia, identificação dos mortos e outras investigações.

Estas pessoas, fortemente armadas, estavam em dois sítios, um na zona rural da comunidade da Flora e outro na saída de Três Pontas. Como reagiram com a chegada da polícia acabaram mortos. A Polícia Rodoviária Federal apreendeu ainda em Muzambinho um caminhão com carroceria basculante e fundo falso que pode ter sido preparado para a fuga dos suspeitos.

Na opinião do tenente-coronel Rodolfo César Morotti Fernandes, comandante do Bope, a ação deveria ocorrer possivelmente em Varginha na madrugada de ontem, segunda-feira, 01/11. Ele não tem dúvidas de que esta é a mesma quadrilha que levou as cidades de Uberaba MG), Criciúma (SP) e Araçatuba (SP) ao caos, com reféns amarrados em caminhonetes, muitos tiros, fogo e explosões de bombas.

Coincidências de materiais usados nestes outros ataques com os encontrados nos sítios alugados em Varginha dão suporte à opinião do ten cel Rodolfo Fernandes como: a quantidade de agentes e de veículos. Em Araçatuba os veículos foram pintados de preto e o comboio era feito com os pisca alertas ligados, um dos veículos nessa ação já estava sendo pintado com tinta preta. Em um sítio vários sprays de tinta preta foram encontrados. Os especialistas em bombas da PMMG também apontaram semelhanças nas confecções das bombas encontradas aqui.


A investigação

Se engana quem pensa esta foi uma ação preparada e executada de última hora. Esta quadrilha, baseada em Uberaba, estava sendo monitorada hà pelo menos três meses, informou o inspetor e chefe de comunicação da Polícia Rodoviária Federal em Minas Gerais. Assim que começaram as movimentações anormais no Triângulo Mineiro, a PRF previu que uma ação do grupo aconteceria no feriado de Finados. Juntamente com o serviço de inteligências da PMMG a missão então era saber onde atacariam. E descobriram que estavam nas imediações de Varginha.

Para saber onde precisamente montariam a base, a Polícia Militar de Varginha contou inclusive com denúncias anônimas. O comandante do 24º BPM de Varginha, ten cel Marcos Serpa de Oliveira, disse que as comunidades da Flora e vizinhos do sítio alugado na saída de Três Pontas, estranharam as movimentações de veículos em comboios.

E começaram o planejamento da ação. De Belo Horizonte veio um grupo do Bope. Da PRF vieram policiais do COE. Contando ainda com membros da PM de Varginha, determinaram que deveriam atacar na madrugada de domingo, antecipando uma possível ação do possível grupo criminoso na madrugada seguinte em Varginha. Os confrontos com ocorreram em dois sítios diferentes, na Flora e na saída de Três Pontas. No primeiro, os suspeitos atacaram as equipes da PRF e da PM, sendo que 18 criminosos morreram no local. No segundo, conforme a PRF, foi encontrada outra parte da quadrilha terminando com sete suspeitos mortos. Nenhum policial foi ferido nas ações. Ao todo foram apreendidas 26 armas, dois adaptadores, 5.059 munições, 116 carregadores carregados, capacetes à prova de balas, explosivos diversos, 12 coletes balísticos, sete rádios comunicadores, 12 galões de gasolina de 18 litros cada, e quatro galões de diesel de 100 litros cada. Entre as armas, havia um ponto 50, além de fuzis e granadas. Pelo menos 12 veículos roubados que estavam com o grupo foram recuperados. A apreensão da carreta pode solucionar uma das dúvidas da PRF que não sabiam como a quadrilha conseguia escapar dos cercos policiais após as ações.







 
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