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Santander terá que indenizar funcionária em cidade sul-mineira



 Uma agência do Banco Santander, em Pouso Alegre terá que indenizar em R$ 50 mil uma de suas funcionárias por cobrança excessiva de metas, o que incluía um ranking mensal de desempenho dos profissionais do banco, elencando os piores e os melhores em seu portal da intranet. A decisão é do Superior Tribunal do Trabalho (TST).

De acordo com a ação movida pela bancária, a cobrança excessiva de metas era prejudicial à saúde dos trabalhadores. Em sua manifestação, a funcionária classificou a abordagem do banco como “gestão injuriosa”, responsável por criar “uma verdadeira zona de constrangimento entre os empregados”, sempre temerosos de perderem seus empregos.

A  bancária já havia obtido vitórias em primeira e segunda instância, mas o valor da indenização fora fixado, inicialmente em R$ 8 mil pelo juízo de primeiro grau.

O valor, porém, foi reformado para maior no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) e, de novo, na sentença final do TST.

O órgão superior lembrou em sua decisão, que não se tratava de discutir o poder diretivo do empregador, mas da forma com que isso se dava. “Se eram feitas sob pressão e ameaça, as cobranças configuram conduta incompatível com as regras de convivência regular no ambiente de trabalho”, registra a sentença.

O relator do caso no TST, o ministro Dezena da Silva, considerou que a exposição vexatória da funcionária ficou evidenciada nos autos do processo e que o cálculo para definir o valor da indenização levou em consideração o poder econômico do banco, o tempo de trabalho da empregada na empresa, de 2012 a 2013, além do abalo moral sofrido pela vítima. Ele considerou ainda que a punição ao banco é pedagógica.


Outro lado

O Santander informou à imprensa que não comenta casos sub júdice.


 
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