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Cidades mineiras sob situação de risco

 


 Segundo o informe, 26 cidades têm alto grau de perigo, entre elas Almenara, Jacinto e Palmópolis. Outras 55 têm risco moderado, como Espinosa, Nanuque e Salinas. Já 158 municípios estão em menor perigo, entre eles Diamantina, Janaúba, Teófilo Otoni e Unaí.

A maioria das cidades em alto grau de perigo está concentrada nas regiões Norte, Noroeste e Jequitinhonha. Segundo o meteorologista do Inmet Claudemir Azevedo, é nesses municípios que há mais chance de ocorrerem pancadas de chuvas fortes até hoje. “Belo Horizonte não está inclusa neste alerta, pois reduziu a condição de chuvas para toda a região metropolitana, com o aumento de nebulosidade no Norte do estado.”

O alerta mais grave informa que há possibilidade de tempestades com volume maior do que 100mm e ventos com velocidade superior a 100km/h. Há grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, queda de árvores, descargas elétricas, alagamentos, enxurradas e grandes transtornos no transporte rodoviário. Os outros dois alertas destacam o volume de chuva de 50mm a 100mm por dia, com ventos que podem chegar a 60km/h.


Deslizamento e mortes  

Um deslizamento de terra provocou a morte de um trabalhador na tarde da última quarta-feira (8/12), em São José do Acácio, distrito de Engenheiro Caldas, cidade que fica a 42 quilômetros de Governador Valadares, na Região Leste de Minas. Paulo Sérgio dos Santos, de 48 anos, estava trabalhando nos fundos de uma casa quando foi soterrado por um grande volume de terra que deslizou de uma altura de 9 metros, segundo os militares do Corpo de Bombeiros.

Moradores de áreas próximas ao local do acidente contaram ao bombeiros que o terreno estava muito encharcado por causa das chuvas constantes na região. Os primeiros socorros prestados ao homem foram feitos pelos vizinhos.

Toda a área do deslizamento foi isolada, já que os bombeiros constataram que podem ocorrer novos deslizamentos no local. A Defesa Civil da Prefeitura de Engenheiro Caldas foi acionada para fazer uma avaliação das condições do terreno.

Já na madrugada da quinta-feita (9/12), uma criança de 2 anos morreu após a casa onde morava com a mãe, de 35, e uma irmã, de 13, ter desabado. O imóvel foi atingido por um deslizamento de terra, no município de Pescador, no Vale do Rio Doce. A forte chuva registrada na madrugada provocou a queda do barranco. Enzo Rafael Rodrigues estava dormindo no momento do acidente. A mãe e a irmã do menino conseguiram sair de casa rapidamente. Desesperadas, elas tentaram salvá-lo, com ajuda de vizinhos.

A procura pela criança em meio aos escombros foi demorada e seu corpo foi encontrado depois de muito trabalho de remoção de tijolos, telhas e móveis. Os peritos da Polícia Civil estiveram no local e depois de fazer os trabalhos periciais liberaram o corpo, que foi levado para o Instituto Médico-Legal de Teófilo Otoni, que fica a 82 quilômetros de Pescador.

A mãe e a irmã do menino foram levadas para a UPA de Teófilo Otoni. Segundo a Polícia Militar, a mãe estava com um corte na testa e sua filha reclamava de fortes dores no braço.


Calamidade Pública

As fortes chuvas que atingem o Vale do Jequitinhonha e o Sul da Bahia fizeram o Rio Jucuruçu transbordar e deixar mais de 150 famílias desalojadas em Palmópolis, município de menos de 7 mil habitantes que faz limite com Jucuruçu, na Bahia. A Prefeitura de Palmópolis decretou ontem estado de calamidade pública.

O número de famílias desalojadas pode ser muito maior que as 150 estimadas pela administração local. A secretária municipal de Administração de Palmópolis, Geisa Silva, disse que há pelo menos 2 mil habitantes no distrito de Dois de Abril e no povoado de Jeribá. As duas localidades estão isoladas da sede e incomunicáveis.

“Lá caíram postes de iluminação, com fios elétricos e cabos de internet. As estradas de acesso às comunidades estão interditadas. Os moradores estão sem telefonia e sem água tratada”, explicou. Segundo ela, a situação é preocupante porque muitas famílias podem estar com as casas submersas pelo Rio Jucuruçu. “Tivemos a informação de que a Cemig enviaria um helicóptero para chegar a essas comunidades, mas estamos aguardando confirmação.” A Secretaria Municipal de Assistência Social de Palmópolis começou uma campanha para arrecadar mantimentos e roupas para os desabrigados.


Sul do Estado

As chuvas provocaram estragos também para agricultores na Região Sul de Minas. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) em Andradas fez um levantamento das áreas atingidas após temporal acompanhado de granizo de quarta-feira (8/12). Cerca de sete hectares de plantação foram cobertos pelo gelo, entre eles três são de batata e quatro hectares de milho, grãos e silagem, além de cerca de mil covas de café. As lavouras não têm seguro e são custeadas com recursos próprios. Antônia de Oliveira é produtora rural há 30 anos. Ela mora no distrito de Campestrinho e, no local tem plantação de milho, feijão e um pouco de café. “O que mais estragou foi o milho, que a gente usa para fazer silagem para as vacas. Já tivemos prejuízo recentemente com a geada. Agora que começou a chuva e ficou tudo verdinho, aconteceu isso”, diz.


Fonte: Tv Minas.com


 
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