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Opinião com Luiz Fernando Alfredo



Porque criticamos só 
os políticos nacionais e estaduais

 Somos indagados constantemente quanto ao porquê de não criticarmos políticos nas cidades, especialmente em Varginha, escrevendo sobre erros e acertos do executivo e legislativo.

Resumindo nossos comentários, apesar das ideologias que foram cada vez mais acirrando o processo competitivo de direita e esquerda nosso país engrossou o número de partidos cujas identidades era apenas de direito, mas de fato não passavam de pequenos partidos e grandes negócios, somando-se mais de trinta agremiações cuja maioria está preocupada apenas com o poder, pois fazem qualquer negócio, traem, demonizam outros enquanto convém, mas  nas  próximas eleições estão de braços dados, com a justificativa que política é como nuvem, cada hora de um jeito. E tem mais: durante nossa história, o poder jamais emanou do povo.

Portanto tudo isto que relatamos não atingem os municípios, pois às determinações vem de cima e nós não vemos mais o acirramento ideológicos, exceto nos anos 70 que era o bipartidarismo: Arena que congregava os governistas e MDB que   aglutinava às oposições. Então a partir de 1972, passamos a ter eleições diretas para prefeitos e senadores, exceto nas capitais, aí os embates eram fervorosos, nós mesmo embora com apenas 18 anos de idade, tomamos alguns safanões na nossa Carmo da Cachoeira, pois éramos Arena de carteirinha.

Por estes motivos à epígrafe e por conhecermos muitas pessoas em Varginha, muitos amigos e outros apenas ex colegas de serviços, procuramos não entrar em certos méritos, primeiro porque, nós temos ciência que  Varginha é uma das cidades mais organizadas e probas de toda Minas Gerais (pulando os doze anos de PT) e segundo  nos consta não temos conhecimento de nenhuma malversação ou situação espúria por parte do Prefeito ou Câmara Municipal, terceiro porque sabemos da complexidade da administração pública e a maioria dos erros são culposos e não dolosos. Temos críticas quanto a alguns elementos da assessoria do Verdi, que o prejudica muito perante a opinião pública, pois um é arrogante e abusa da autoridade e todos o detestam, e o outro é extremamente articulador de situações que parecem nada ortodoxas e todos sabem (nada concluída ainda), assim como têm dois Vereadores nota zero na Câmara.

Infelizmente é quase impossível encher uma sacola grande só com maçãs de primeira qualidade. A Câmara e Prefeitura tem partidos de esquerda e centro, e isto não incomoda a hegemonia, como em Brasília, pois parece que às ocorrências de Brasília e capital, não afetam tanto nesta cidade, no entanto o executivo e legislativo estão divididos em Avanço, PTB, PSC, PSDB, Podemos, PSL, PSB, Solidariedade, Republicano e PMDB.

Até hoje temos atravessado na garganta às ações traiçoeiras de Secretários sugerindo até fechar o hospital Bom Pastor - eles achavam que a instituição consumia um valor alto de transferências financeiras - saímos e as coisas continuam  do mesmo jeito, mas é assunto para esclarecermos pessoalmente ou na caneta com eles, suas perseguições implacáveis, nada abalizadas eram aplacadas pelo Prefeito da época, mas nos deixavam desconfortáveis, pois às premissas que levantam eram sem nossa participação, portanto aguardamos um ano para compararmos se com a implicância sem paradeiro deles nesta gestão 2021, os valores diminuiriam. Pelo jeito os valores aumentaram. Aguardaremos mais dados, pois só temos completos 2019 e 2020. Fechando dezembro completaremos às informações e daí vamos limpar o nosso número, como dizem os artistas de circo que cometem gafe. Justiça seja feita o Verdi nos garantiu recursos e cumpriu até o fim.

Aproveitando o texto, gostaríamos de deixar aqui nosso arrependimento tardio; jamais deveríamos ter continuado na FHOMUV a partir de 2017, com os incompetentes e vaidosos Secretários de Saúde com a implantação da plena de sistema um tanto atabalhoada, daquela gestão e muito menos deveríamos ter aceitado o cargo de Secretário da Administração, no mesmo ano, e em 2018 e 2019, Secretário de Controle Interno. Até hoje nos sentimos um bobo da corte; trabalhamos com afinco em favor do Município, conseguimos mais alguns inimigos e não ganhamos nenhum amigo que defendesse em público nosso trabalho, pois maioria foi planejado e elaborado e quase nada executado. Pela parte executada agradecemos àqueles que trabalharam conosco.

Contaremos num texto exclusivo, apesar de ter deixado a Fundação por iniciativa própria, nos sentimos “enxotado” do Hospital Bom Pastor, após dar vinte anos de presente àquela Instituição, com muito amor e honra por ter servido com ótimos diretores, profissionais médicos funcionários, contratados e todos os colaboradores que passaram por lá durante nossa gestão. Lamentamos se estamos parecendo patéticos por uma coisa que poderíamos esquecer simplesmente. Mas como, quem sabe faz ao vivo e não precisa repetir, ansiamos por justiça.

E ainda, nós todos juntos fizemos daquele Hospital, com 10 milhões de dívidas e oitocentos não conformidades recebidas do PT, de uma instalação que alguns médicos jocosamente a chamava de favela, conseguimos deixa-lo um belo, grande e organizado hospital público, talvez o melhor e único do Brasil, mantido integralmente pela Prefeitura. E isto valeu muito para nós, pois sabemos da diferença que boas lideranças fazem, não só quanto ao nosso legado interno como também a satisfação de termos atendidos com humanidade todos os clientes externos. Fizemos o nosso melhor! E não temos nenhuma crítica a sua atual gestão. Só pedimos a Deus para abençoar a maior obra de todos os tempos em Varginha, como legado de vários Prefeitos – o centro de oncologia – que está sendo mantido até hoje e continuará com certeza!

E lá nave se vá, grande filme de 1.983.

 
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