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Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes



 Mais uma falha dos governantes 

A coluna já comentou sobre o problema neste espaço. A falta de uma unidade do Hemominas em Varginha, ou outra instituição capaz de receber doadores de sangue, fazer coletas e beneficiar o sangue e fornecer hemoderivados aos hospitais da região. O Hemominas, há anos, já ganhou terreno da Prefeitura de Varginha para construir sua unidade, mas ainda não a fez! Parece que a burocracia estatal do Governo de Minas e falta de “pulso firme do governo local para cobrar ações imediatas da instituição” faz o povo de Varginha continuar com restrição na produção de hemoderivados. Isso reflete na capacidade dos hospitais de realizar cirurgias, principalmente aquelas de urgência (como acidentes de trânsito) que demandam sangue para transfusão. Pode inclusive colocar em risco a vida de pessoas que precisem destes insumos. Sem uma instituição apta a colher e tratar o sangue na cidade, a Prefeitura de Varginha tem organizado “excursões de doadores” que saem de Varginha pela manhã para ir até a unidade do Hemominas mais próxima, que fica em Poços de Caldas. Tais viagens são realizadas as quintas feiras, organizadas pela equipe do Hospital Bom Pastor. Claro que os custos (que não são baratos) de tais viagens são bancados pela Prefeitura de Varginha (leia-se população local). Vale dizer que o número de doadores diminuiu, pois antes tínhamos um Hemocentro na cidade que fazia coletas pela manhã e a tarde, diariamente. O governo municipal precisa ser mais proativo na cobrança junto ao Governo de Minas e ao Hemominas. O fornecimento de hemoderivados para os hospitais de Varginha é, também, responsabilidade do governo municipal que precisa parar de gastar dinheiro com paliativos para cobrir uma obrigação do Hemominas e do Governo de Minas. Cabe ao prefeito Verdi Melo, juntamente com os demais prefeitos da região, cobrar imediatas ações do Hemominas para garantir a pronta coleta e beneficiamento do sangue em Varginha para atender nossos hospitais. 


 Aumento dos combustíveis 

A Petrobras anunciou mais um aumento no preço dos combustíveis, o que sabemos não se trata de medida do governo Bolsonaro, mas tão somente alinhamento de preços internacionais quanto ao preço do barril de petróleo no mercado internacional. Contudo, vale dizer que o preço final dos combustíveis envolve, além dos preços da Petrobras, também os impostos federais, estaduais, contribuições como a CIDE e gastos derivados dos custos da operação, além do lucro da cadeia produtiva. Ou seja, se todos estes fatores não estiverem em “harmonia e houver merecimento financeiro”, é possível que o consumidor esteja pagando mais e a culpa não seja apenas da Petrobras. No caso dos impostos estaduais, por exemplo, Minas Gerais é um estado onde os combustíveis pagam alto imposto, embora existam estados onde a tributação é ainda maior. Outro ponto importante e que a coluna gostaria de abordar nesta matéria é quanto a qualidade e honestidade dos postos de combustíveis, que são os últimos da cadeia produtiva a entregar o combustível para o consumidor final. Em Varginha já existem “locais onde alguns postos já são vistos como problemáticos, tendo em vista as inúmeras multas e até fechamentos por conta de irregularidades”. Estes locais, onde já funcionaram vários postos/empresas diferentes, parecem que carregam um “carma” e muitos já nem confiam mais em abastecer nestes estabelecimentos, mesmo que o combustível seja de qualidade. Ademais, é fato que outros postos também foram multados por não entregarem a quantidade correta de combustível, cometendo irregularidades ao fraudar as bombas.  


Aumento dos combustíveis - 02 

A coluna não vai apontar nomes, mas é fato que dois ou três grupos de postos detém a maioria do fornecimento local. Sendo assim, deveriam ter maior zelo pela “honestidade e qualidade” dos combustíveis fornecidos. Assim, seria um gesto de liderança e certeza da qualidade dos produtos que comercializa, se os maiores grupos fornecedores da cidade promovessem campanhas periódicas de fiscalização e controle de qualidade dos postos na cidade. A medida ajudaria a tirar do mercado os postos que não vendem combustível de forma regular. Afinal, o consumidor pagar caro pela gasolina e ainda levar menos do que pagou ou mesmo um produto falsificado não tem cabimento. Será que os postos da cidade topariam tal desafio? Ou isso seria uma forma de “desnudar uma irregularidade que pode atingir bem mais empresas do que imaginamos na cidade”? 


Compreensão e gestão 

Que a Unidade de Pronto Atendimento – UPA está superlotada nos últimos meses, com prazo de até horas entre a triagem e o atendimento não é novidade. A causa é o aumento expressivo nos casos de síndrome gripal. De acordo com a Prefeitura, na UPA é aplicado um plano de contingência que prioriza pacientes com condições clínicas mais graves. Nos últimos dias a unidade recebeu muitos com necessidade de internação, principalmente de síndrome gripal, sobrecarregando de forma importante sua estrutura.  A Prefeitura de Varginha pediu compreensão aos cidadãos e informou que não é possível estimar o tempo de espera por atendimento médico para pacientes em situação não emergencial. Para desafogar a UPA foram reativadas três unidades de Síndrome Gripal nas UBSs Bom Pastor, Canaã e Santana. Na verdade, a comunicação das autoridades de saúde e a comunidade não esta boa! Prova disso é que as orientações passadas para a população, desde a utilização de máscaras, até os procedimentos para combater a pandemia e demais doenças não é respeitada. A população, de modo geral, não tem confiança nem conhecimento se terá o atendimento e se este será resolutivo e adequado. Além disso, a falta de informações básicas sobre as doenças e modos de prevenção faz com que a população mobilize grandes estruturas destinadas a casos graves para atender demandas que poderiam ser resolvidas nas unidades básicas de saúde.  


Compreensão e gestão - 02 

É preciso que o governo mantenha uma central de atendimento, por telefone e pela internet, que seja rápida, confiável e inteligente para gerenciar o fluxo das demandas e orientar a população para onde ir e o que fazer em cada caso. Hoje não temos um sistema assim, razão pela qual, a qualquer dúvida ou temor pela saúde, as mães levam seus filhos para a UPA ou hospitais públicos, onde o risco de contaminação é bem maior que numa Unidade Básica de Saúde. Além disso, a sobrecarga na UPA ou nos hospitais, deve-se em muito a pais inseguros e sem informações, que buscam atendimentos simples que poderiam ser prestados em outros lugares que não na UPA ou hospitais, destinados a casos mais graves. Diante deste problema de gestão narrado pela coluna, é imprescindível que as autoridades de saúde pública de Varginha mantenham campanhas permanentes de comunicação com a sociedade, e não apenas comunicados esporádicos em época de pandemia. A Prefeitura de Varginha tem uma grande estrutura de comunicação, formada por TV Princesa, Rádio Melodia, Jornal Varginha, além do portal oficial do município, além dos veículos privados de comunicação da cidade como jornais, rádios etc. Contudo toda esta estrutura dificilmente é utilizada de forma orquestrada para dar eficiência e proximidade para as ações de governo junto a sociedade. Ações de doação de sangue, da vigilância sanitária, setor de zoonoses, limpeza urbana entre outras áreas de saúde pública e ações correlatas deveriam ter espaço permanente na grade de programação dos veículos de imprensa públicos de Varginha, afim de melhorar e dar eficiência nas instruções à população. Quem sabe assim, a Prefeitura de Varginha não precisaria pedir compreensão para a sociedade na solução de um problema de gestão da saúde pública. 


Minas registra mais de 18 mil casos de Covid em 24 horas 

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) registrou 18.153 mil novos casos de covid-19 entre quarta e ontem. É o maior número de casos em um único dia desde o início da pandemia. Até então, o maior registro ocorreu em abril de 2021, quando foram notificados 16.479 casos. O número de óbitos notificados foi 11. O expressivo aumento no número de casos notificados de covid-19 ocorre por fatores como a transmissão comunitária da variante Ômicron, associado às aglomerações nos feriados de fim de ano e o relaxamento das medidas de cuidado, como o uso de máscaras. Além disso, o sistema do Ministério da Saúde apresentou instabilidade durante algumas semanas em função de ataque hacker, causando o represamento de dados. Contudo, apesar do aumento de casos, a mortalidade causada pela doença e a taxa de ocupação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) não aumentaram significativamente, o que é fundamentado pelos especialistas como sendo consequência da vacinação em Minas Gerais, que já passa dos 75% da população com as duas doses. As pessoas vacinadas têm menos risco de serem hospitalizadas e de evoluir para óbito. O cenário demonstra a importância da vacinação para conter as hospitalizações e os óbitos causados pelo coronavírus. Os cuidados como lavagem constante das mãos, uso de máscara e distanciamento social são fundamentais. Tais medidas são necessárias, porque com o aumento dos casos pode elevar também a procura pelos serviços de atenção básica no Sistema Único de Saúde (SUS), causando pressão nos atendimentos, como vem ocorrendo, por exemplo, na UPA de Varginha. O governo de Minas começou a distribuir nesta semana um total de 1.081.690 testes rápidos para detecção de antígeno covid-19, sendo 966.245 destinados aos municípios de Minas Gerais e 115.445 para a população quilombola.  


Minas registra mais de 18 mil casos de Covid em 24 horas - 02 

Com o envio dos testes, será possível expandir o diagnóstico da covid-19 em larga escala, a fim de monitorar a situação epidemiológica e direcionar os esforços na contenção da pandemia no estado. A nova remessa de testes encaminhada pela SES-MG será entregue às Unidades Regionais de Saúde, que realização a distribuição imediata para os municípios que se encontram sob a sua região de abrangência. Os 966.245 testes rápidos de antígenos em distribuição foram encaminhados à SES-MG pelo Ministério da Saúde e deverão ser utilizados na testagem de todos os casos suspeitos de covid-19, mesmo aqueles com a forma leve da doença, recomendando-se a testagem a partir do primeiro dia de início de sintomas. Além disso, os testes devem ser utilizados na testagem dos contatantes assintomáticos, ou seja, aqueles indivíduos que são contatos próximos de pessoas com diagnóstico da doença. Nesses casos, deve-se aguardar de cinco a seis dias após o último encontro com o caso de covid-19 (exposição) para realizar a coleta da amostra e testagem. Isso se explica porque, em geral, a maior parte da população tem período de incubação médio de cinco a seis dias, assim, ao coletar no quinto dia, espera-se que tenha terminado o período de incubação médio, aumentando a chance real de detecção no teste rápido de antígeno, em pessoas assintomáticas. A chegada dos testes rápidos em Varginha, esperada para esta semana, ocorrem em boa hora. Os laboratórios e farmácias em Varginha estavam com falta de testes rápidos para Covid-19 na última quarta-feira, as pessoas que procuraram os testes quase não encontraram nenhum. Isso porque nos últimos dias o aumento de casos da doença, com o agravo da variante Ômicron, e o grande número de síndromes gripais, fez várias pessoas recorrerem aos testes rápidos.  


Shows são cancelados e eventos tem limitação em Varginha 

A Vigilância Sanitária de Varginha divulgou novo protocolo com medidas mais restritivas a realização de eventos na cidade. Com o novo protocolo ficam suspensos na cidade a realização de qualquer tipo de evento acima de 600 pessoas. A medida vale para eventos realizados em lugares abertos ou fechados, público ou privado, o que praticamente cancela a realização dos shows que vinham sendo divulgados para fevereiro e março em Varginha. As organizações destes eventos já começaram a ver formas de “encontrar alternativas, visto que o setor de eventos vem passando por fortes perdas”. Para os locais que possuem pista de dança de uso coletivo, inclusive as boates e casas de show, o novo protocolo exige a apresentação de teste rápido de antígeno ou PCR negativo de Covid-19. O teste deverá ser realizado no mínimo, 24 horas antes do evento. As novas medidas vêm após a cidade registrar um aumento expressivo no número de casos desde o início do ano. De acordo o protocolo, o objetivo das novas medidas é de minimizar os riscos de transmissão da doença. As medidas serão reavaliadas a cada 14 dias, quando poderão ser estipuladas medidas mais ou menos restritivas, a depender do cenário epidemiológico.


 
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