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Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes



 Chuvas x Planejamento 

As fortes chuvas que vem castigando Minas Gerais são um desafio ao planejamento e eficiência de gestão aos muitos municípios e mesmo ao Governo de Minas. Particularmente em Varginha, os locais com maiores problemas já são conhecidos e envolvem falta de planejamento e cumprimento do plano diretor da cidade. A invasão de áreas não permitidas para edificação, bem como o mal dimensionamento de obras públicas, principalmente de saneamento, drenagem, canalizações etc, mostram que o planejamento errado ou a falta de fiscalização podem ser muito danosos para o cidadão e para os cofres públicos. É mesmo um desafio ir planejando a cidade ao mesmo tempo que a mesma está em franco crescimento, todavia, o cálculo errado deste planejamento parece que vai continuar falho na cidade. Um claro exemplo são as inundações causadas no ribeirão abaixo do Shopping Via Café. Aquele córrego foi recentemente canalizado até a proximidade com a avenida do contorno, atrás do shopping. Vale destacar que no mesmo ribeirão, antes da recente canalização, já havia apresentado problemas de drenagem na avenida Otávio Marques Paiva. Aliás, a duplicação desta avenida, bem como a canalização do córrego que margeia a via custou milhões de reais, ainda assim, as obras não foram capazes de conter as águas pluviais destas chuvas. Diversos carros foram danificados, imóveis foram atingidos pelas águas e a via ficou muito suja após as inundações. As obras recentes não foram planejadas para receber aquele volume de água? Aquela região esta em franco crescimento e com ampliação da impermeabilização do solo, o que vai agravar ainda mais a concentração de água no córrego. Não houve planejamento prévio sobre isso? Afinal, era sabido que as chuvas vêm todo ano e que a região recebe a água do entorno, logo, deveria ter sido previsto o volume de água! As obras foram fiscalizadas e aprovadas? Qual foi o problema? Quem vai arcar com uma mudança do projeto para ampliar o canal e impedir que tal problema volte a ocorrer? Ou será que vamos ter estes problemas de inundações, numa das áreas que mais valorizam em Varginha, constantemente daqui pra frente? 

 

Chuvas x Planejamento 02 

Um problema recorrente em Varginha com as fortes chuvas tem sido os alagamentos na Avenida Princesa do Sul, nas proximidades do Parque de Exposições, na principal via de quem chega em Varginha. O problema é antigo e o jogo de empurra entre o Governo de Minas (leia-se DEER/MG) e a Prefeitura de Varginha também é antigo. No DEER é colocado informalmente que o trecho foi cedido à Prefeitura de Varginha, tendo em vista tratar-se de perímetro urbano. Já na Prefeitura de Varginha, é informado que o trecho é de competência estadual do DEER tendo em vista que a via trata-se da MGC 491 (antiga BR 491 que foi estadualizada). Enquanto DEER e Governo municipal ficam de picuinha, o contribuinte que paga os impostos fica apreensivo quando passa no trecho durante as chuvas. A água chega na altura da porta dos veículos, e ainda assim, tem muitos motoristas que arriscam a passagem pelo local. Vale destacar que não é apenas a drenagem de água pluvial que está ruim naquele trecho não! Tem muitos locais onde o asfalto está péssimo, trincado, com buracos e remendos mal feitos. Ou seja, aquela via precisa de atenção com urgência, seja do poder público municipal ou estadual. Certamente, mais uma conta para Verdi Melo ter a coragem de cobrar do governador Zema, que logo vem a Varginha pedir votos para a reeleição.  

 

MG: Recorde histórico nas exportações do agronegócio em 2021 

As exportações do agronegócio mineiro somaram US$ 9,5 bilhões no acumulado de janeiro a novembro deste ano. A expectativa é de que as vendas internacionais do setor encerrem o ano ultrapassando a marca de US$ 10 bilhões, superando o recorde histórico de US$ 9,7 bilhões, registrado em 2011. Se registrarmos em dezembro o valor médio do ano alcançado nas exportações, em torno de US$ 800 milhões, vamos fechar 2021 com valor histórico de US$ 10,3 bilhões. O acumulado até novembro já é o segundo melhor resultado da série histórica, iniciada em 2005, mesmo contabilizando o registro total dos meses (janeiro a dezembro) dos anos anteriores. O agronegócio respondeu por 26,1% das exportações totais do estado, com crescimento de 19,2% em relação ao período de janeiro a novembro de 2020. Ainda assim, houve queda de 2,2% no volume exportado, de 11,6 bilhões de toneladas. A diferença se justifica pelo aumento do valor médio pago pelas commodities no mercado internacional, que alcançou cerca de US$ 816,32 a tonelada. Os principais destinos do agronegócio mineiro no período foram a China (US$ 2,6 bilhões), os Estados Unidos (US$ 990 milhões), a Alemanha (US$ 839 milhões), a Itália (US$ 423 milhões) e o Japão (US$ 420 milhões). Os produtos agropecuários mineiros alcançaram 176 países no total. Principal item da pauta de exportações do agronegócio mineiro, o café representou 40,8% do total comercializado no período de janeiro a novembro. O volume exportado foi de 24,9 milhões de sacas, que totalizaram US$ 3,9 bilhões. 

 

Pode surpreender? 

A coluna já havia comentado sobre nomes que vão disputar as eleições em 2022 e podem surpreender nas urnas. Uma candidatura que vem ganhando contorno é a do Partido Novo de Varginha que vai lançar candidato a deputado estadual. O nome de Bruno Couto é o indicado pelo partido para defender o Novo na disputa por vaga na Assembleia Legislativa. Couto é conhecido no Novo, mas não é conhecido no eleitorado. Vai ter o apoio de nomes fortes como o governador Zema, que buscará a reeleição, mas não terá muitos recursos disponíveis para a campanha, visto que a legenda não utiliza o Fundo Eleitoral. Além disso, não se acredita que o candidato vai aportar recursos próprios ou terá muitas doações. De qualquer forma, vale destacar que as lideranças do Partido Novo em Varginha, principalmente com a possível reeleição de Zema, tendem a “querer crescer na cidade”. Logo, se a legenda tiver nomes locais com bom desempenho nas urnas, pode ser um indicativo que o Novo vai tentar lançar candidatos nas eleições municipais de 2024. A conferir. 

 

Novo governo 

A nova gestão da OAB tem mostrado serviço em toda Minas Gerais com ações pontuais de apoio ao advogado e a sociedade como um todo tendo em vista as calamidades provocadas pelas chuvas, em especial no Norte de Minas e zona da Mata Mineira. A OAB/MG, inclusive a seccional de Varginha, estão arrecadando alimentos para os necessitados. Além disso, a Caixa de Assistência dos Advogados – CAA, presidida pelo advogado Gustavo Chalfun, decidiu ampliar a cobertura de Auxílio Extraordinário dado pela CAA para ser concedido ao advogado para reposição de despesas geradas com prejuízos das inundações, ocorridas em várias comarcas. O valor do benefício pode chegar a R$ 4.200, pago em única parcela. A coluna vem acompanhando o início da gestão de Sérgio Leonardo na OAB e de Gustavo Chalfun na CAA, bem como as muitas ações da instituição em pleitos específicos. Vale destacar que a instalação do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, será uma das muitas novidades que marcarão esta gestão da OAB/MG. A instituição vai indicar, pelo menos 3 desembargadores para o novo tribunal. A forma de indicação da lista sêxtupla da OAB sofreu mudanças no final da última gestão, sem uma sinalização clara do atual governo de como vai enfrentar as recentes mudanças. 

 

Varginha ultrapassa os 350 casos positivos de Covid-19 

Segundo a evolução dos registros de casos positivos de Covid-19, Varginha já registra em torno de 350 casos positivos de Coronavírus. Segundo o boletim epidemiológico emitido pela prefeitura centenas de homens e mulheres estão contaminados em Varginha, a preocupação é com idosos e crianças. Embora os casos estejam aumentando, o número de internações é baixo, segundo os especialistas, devido a vacinação de no mínimo duas doses para a maioria da população. Os números de mortes registrados em Varginha até o momento são de 355, menos que outros municípios como Pouso Alegre, por exemplo. Com a alta da contaminação, em razão da variante Omicron, agravado pelos muitos casos de gripe, algumas medidas foram tomadas pelas autoridades de saúde municipais. A rede de saúde de atendimento a gripe foi ampliada, o Hospital Regional suspendeu as visitas a pacientes e os cuidados como uso de máscaras e a higiene das mãos foi redobrado em toda cidade. A Prefeitura de Varginha já cancelou o Banho da Doroteia e o Carnaval, contudo ainda não foram proibidos eventos particulares ou foram tomadas medidas de restrição no setor econômico. O Executivo municipal resiste em tomar tais medidas, mas acompanha de perto a evolução da pandemia. 

 

Cesta básica tem forte alta em Varginha 

Após dois meses consecutivos de queda, o Índice da Cesta Básica de Varginha (ICB-UNIS), calculado pelo Departamento de Pesquisa do Grupo Unis, apresentou forte alta de 8,69% em janeiro de 2022 comparado com dezembro de 2021. Essa elevação foi provocada principalmente pelo comportamento dos preços dos hortifrutigranjeiros (batata, tomate e banana) e do café em pó. Considerando o intervalo de 12 meses, entre janeiro de 2021 e janeiro de 2022, a cesta básica em Varginha acumula alta de 12,78%. A pesquisa ocorre através da coleta dos preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, utilizando a metodologia adotada nacionalmente pelo DIEESE. Na primeira pesquisa de 2022 notou-se que neste mês de janeiro o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Varginha é de R$572,69, correspondendo a 56,28% do salário mínimo líquido. É o maior valor para a cesta básica desde o início da pesquisa em 2018. É o sexto mês consecutivo que o valor da cesta fica acima de metade do salário mínimo líquido. Dessa forma, um trabalhador que recebe o salário mínimo mensal precisa trabalhar 114 horas e 32 minutos no mês para adquirir essa cesta de produtos. Comparando os preços de janeiro com o mês de dezembro, nota-se que, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Varginha, oito tiveram alta nos preços médios: batata; tomate; banana; café em pó; pão francês; açúcar refinado; óleo de soja; e carne bovina. Cinco produtos tiveram quedas em seus preços médios: arroz; feijão carioquinha; leite integral; manteiga; e farinha de trigo. A demanda continua desaquecida e no curto prazo o comportamento dos preços deve se fundamentar mais na dinâmica da oferta dos produtos. O impacto no orçamento doméstico aumentou ainda mais, visto que é o maior valor para a cesta básica desde o início da pesquisa em Varginha, o que reforça a necessidade de atenção por parte das pessoas no momento de tomar as decisões de consumo. 

 

Compromisso não honrado 

Não é de hoje que a coluna a companha e cobra eficiência e planejamento do Departamento Municipal de Trânsito – Demutran. O órgão é responsável pelo controle do trânsito em Varginha, é subordinado a Prefeitura de Varginha. Por várias vezes a coluna denunciou “a influência política” nas ações do departamento, que a fim de atender pedidos políticos, promovia mudanças no trânsito, instalação de passagens elevadas, mudanças de mão etc. Tudo sem nenhum critério técnico o mesmo contrário aos critérios técnicos existentes. Em um dos levantamentos já constatados pelo Demutran, esta a necessidade de instalação de mão única na Avenida dos Imigrantes, que passa pelos bairros Cidade Nova e Santa Maria, sendo a principal via de ligação para dezenas de outros bairros como Vargem, Figueira, Jardim das Oliveiras etc. A situação da Avenida dos Imigrantes é semelhante a diversas outras da cidade que precisam de mudanças urgentes para melhoria do fluxo de trânsito, contudo, o Demutran “não tem força política ou voz junto ao governo para fazer as melhorias, que implicam em contrariar interesses individuais em prol da sociedade”. Para fazer algumas destas mudanças é necessário interromper ou mudar a mão de algumas vias, tornar mão única outras (como o caso da Av. Imigrantes), mas isso vai gerar desconforto em alguns donos de comércio, líderes políticos e outros protegidos do poder local. É fundamental que o trânsito de Varginha seja modernizado. As vias precisam estar preparadas para o desenvolvimento que ainda não chegou, mas que pode demorar a vir se a cidade não estiver pronta. Até quando as estruturas públicas de Varginha vão continuar subservientes aos “coronéis locais”? 


 
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