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Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes

 



Democracia ou vingança? 

A disputa na OAB de Minas Gerais parece que não vai acabar, mesmo depois que a disputada eleição definiu por eleger Sérgio Leonardo o novo presidente. Ocorre que após escolher a última lista sêxtupla para preenchimento de vagas do quinto constitucional no TJMG em seu conselho, o ex-presidente Raimundo Cândido Junior, antes de entregar a gestão a Sérgio Leonardo, baixou decreto definindo que os demais nomes para preenchimento do quinto serão escolhidos por eleição geral entre todos os advogados de Minas e não apenas pelo conselho da OAB. A medida caiu como uma bomba na nova diretoria, que sabe do enorme desgaste se tentar reverter a medida do antecessor. Em alguns estados a escolha do quinto constitucional também é realizada por todos os advogados do estado. A medida não é novidade, nem é impraticável, mas fatalmente tira poder da gestão e do conselho da OAB, que perde a prerrogativa de escolha dos nomes que vão ocupar altos cargos nos tribunais superiores de MG. Vale ressaltar que em Minas Gerais esta prevista a escolha de nomes para o novo Tribunal Regional Federal – TRF6, além de outras vagas de desembargador no TJMG, e também Tribunais Eleitoral, Tribunal Militar etc. A diretoria de Sérgio Leonardo, da qual também faz parte o advogado de Varginha Gustavo Chalfun, ainda não definiram qual será a medida a tomar diante do último decreto da gestão de Raimundinho, mas segundo integrantes da gestão de Sérgio Leonardo, é certo que diante da repercussão positiva da medida, pouco pode ser feito. Uma alternativa seria que os advogados mineiros escolhessem os 18 ou 12 advogados mais votados e o conselho eleito da OAB Minas ficasse com a prerrogativa de tirar dos mais votados os 6 nomes para cada lista sêxtupla. A conferir! 

 

Falando em OAB 

A OAB de Varginha pouco mudou nas eleições deste ano. A instituição manteve o mesmo grupo de advogados no comando da instituição, sendo que Gustavo Chalfun e Alexandre Prado permanecem os nomes mais influentes da gestão. Vale ressaltar que muitas realizações foram completadas neste período, mas também é fato que a gestão de Alexandre Prado acumulou bem mais atritos que a gestão de Chalfun. Questionado por sua falta de experiência administrativa ou mesmo em ações e investimentos pontuais da gestão, Alexandre Prado chegou a trocar “farpas pelas redes sociais” com advogados locais, mas ainda assim, vem administrando a oposição local na instituição. Certo mesmo é que a OAB Varginha, mesmo administrando um parco recurso, tem mais “disputa de egos do que de poder”. O comando da instituição local, por si só, pouco acrescenta a vida profissional do advogado, caso ele não tenha habilidade para agregar novos apoios. Prova disso é que muitos bons advogados ocuparam a presidência da OAB Varginha e logo depois caíram no esquecimento. Enquanto que alguns poucos nomes, como é o caso de Gustavo Chalfun, conseguiram através do trabalho na OAB Varginha, galgar novas posições e crescimento na instituição. Gustavo Chalfun foi eleito recentemente como presidente da poderosa e endinheirada Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais – CAA/MG.    

 

Gripe e Covid preocupam em Varginha 

O aumento dos casos de gripe e covid-19 em Varginha preocupam as autoridades locais. Varginha já cancelou o Réveillon e o Carnaval em receio a variante Omicron da Covid-19. Agora com os casos de gripe aumentando e a preocupação de um novo fechamento do comércio preocupa. O setor sofreu muito nos últimos meses com os fechamentos obrigatórios. Muitas empresas e postos de trabalho foram fechados. A Prefeitura de Varginha já ampliou a rede de atendimento de saúde para os casos de gripe, bem como esta contratando mais profissionais de saúde para garantir atendimento. O próprio prefeito Verdi Melo esta a frente das ações no setor, com apoio e orientação dos profissionais da saúde local. As avaliações realizadas a cada semana vão ditar se os novos casos vão levar a publicação de um novo decreto que possa restringir o comércio e outras atividades. Mas nada se fala sobre o problemático transporte público coletivo urbano de Varginha. Será que, novamente, teremos a hipocrisia de fechar o comércio e impedir eventos, para evitar aglomerações, mas vamos continuar permitindo ônibus lotados por toda a cidade? 

 

Crescendo nos bastidores 

A coluna encontrou diversos apoiadores da candidatura do secretário municipal de Governo Carlos Honório Ottoni Junior (Honorinho). Boa parte deles no governo municipal ou prestadores de serviço ao governo municipal. Honorinho será candidato a deputado estadual pelo PTB e terá o apoio do prefeito Verdi Melo. A dúvida é se o apoio do prefeito Verdi Melo será único e exclusivo a Honorinho ou se o secretário de Governo será apenas mais um dos candidatos a deputado estadual apoiados por Verdi Melo. E isso faz toda a diferença! No caso de deputados estaduais, é fato que os demais candidatos que concorrem com Honorinho possuem pouca relação com o prefeito e não teriam como cobrar um apoio exclusivo do prefeito. Já no caso de candidatos a deputados federais, a pressão sobre Verdi Melo é bem maior. Varginha tem dois candidatos a deputados federais que buscam a reeleição e muito contribuíram com a cidade e com a gestão Verdi: trata-se de Dimas Fabiano e Diego Andrade, além de alguns outros que conseguiram recursos para a cidade durante a gestão de Verdi. O compromisso inicial do prefeito era dar liberdade, voz e destacar a candidatura de todos aqueles que contribuíram com Varginha, assim, nomes de peso como Dimas Fabiano e Diego Andrade, em tese, teriam a “chancela” de Verdi Melo para conquistar votos em Varginha. Se o compromisso inicial permanecer, fica difícil para Verdi, por exemplo, apoiar apenas a candidatura de Stefano Gazola a deputado federal. Assim, se Verdi Melo não teria apenas um candidato para federal, porque teria apenas um nome para apoiar como deputado estadual? De qualquer forma, é incontestável que Honorinho vem crescendo e cercando o entorno do governo e de Verdi. O petebista costurou novas amizades na Câmara, no empresariado, no setor do agronegócio, na imprensa e tem entre seus apoiadores empresários ligados ao Porto Seco de Varginha. Se mantiver construção de apoios, Honorinho pode surpreender nas urnas neste ano. A conferir! 

 

Mudanças na gestão? 

Um levantamento da TV Globo com as promessas realizadas por prefeitos das Capitais levou a coluna a levantar as promessas do então candidato Verdi Melo quando disputou a reeleição para prefeito em 2020. O atual prefeito e seu vice Leonardo Ciacci, registraram o plano de governo na Justiça Eleitoral, o documento é público e pode ser consultado a qualquer tempo. No documento os candidatos fizeram vários compromissos com a população. A maioria nas áreas de saúde, educação e desenvolvimento. Algumas já foram concluídas, nas a maioria ainda esta pendente de execução. Ainda é cedo para cobrar a realização de todas as promessas, visto que ainda estamos na primeira metade do governo, o prefeito ainda tem tempo para honrar suas promessas. Mas a coluna vai publicar o que foi realizado e o que ainda esta pendente de realização. Certo mesmo é que, no caso de Varginha, algumas das áreas e departamentos “com problemas” pode inclusive ter mudanças neste ano. A informação é de uma fonte da coluna no governo. Verdi Melo tem um “porque” da participação de cada secretário, cada cargo de confiança com chefia no governo. Mas é justamente por isso que o chefe do Executivo deve mudar alguns nomes no governo, justamente para conseguir mais “eficiência” em algumas áreas. Vários projetos estão “aquém” do que gostaria o prefeito. A população e os integrantes do governo sabem que “não há em quem botar a culpa, caso as metas não sejam atingidas”. A coluna vai levantar as promessas e as pendências para publicar, bem como também tentar descobrir quais “áreas devem ser atingidas com mudanças este ano”.   

 

Guerra e Paz 

A nomeação de Marcos Benfica como Superintendente da Fundação Cultural de Varginha foi uma das substituições mais “turbulentas” no setor Cultural desde a saída do professor Graça Moura, ainda na gestão do ex-prefeito Antônio Silva. Marcos Benfica não é do setor e sua nomeação causou uma onda de reclamações de produtores culturais. A coluna chegou a receber dezenas de e-mails com questionamentos. Contudo, mineiramente, Marcos Benfica foi conversando com cada um dos “insatisfeitos”. Abriu os números e as ações da Fundação Cultural. Buscou recursos para o setor, realizou obras, visitou a imprensa e apresentou resultados. Sempre acompanhado de competentes assessores, preparados para responder bem qualquer questionamento, Marcos Benfica “sumiu” no governo Verdi. Mas este “desaparecimento” é benéfico em se tratando de governo, pois mostra que “não há mais críticas ou que não há controvérsias no setor”. Parece que o polemico Benfica é hoje uma unanimidade, passou por todas as provações e a todas superou? Bom será se mantiver o anonimato no governo, pois é sabido que, “na gestão, prego que se destaca, leva martelada”. 

 

Esperando passar 

Enquanto algumas mudanças no governo e na Câmara vão ocorrer exclusivamente por causa das eleições de 2022. Outras mudanças, mais duradouras, estão programadas para sair apenas depois das eleições. E estas vão depender do resultado que vier das urnas. Tem muita gente que trabalhava em gabinetes de Belo Horizonte e Brasília, em órgãos de Governo com escritório em Varginha e região, que estão havidos para voltar ao poder. Assim, dependendo de quem ganhar, ou perder, muita mudança pode ocorrer na Prefeitura e na Câmara de Varginha. A média salarial dos governos estadual e federal são semelhantes, e ambas melhores que nos poderes municipais. A diferença é que nos governos estadual e federal, tendo em vista o tamanho e capilaridade da estrutura, é comum que os “peixes em cargos de confiança, trabalhem muito pouco ou nem sejam cobrados a trabalhar de verdade”, coisas da política brasileira, infelizmente! 

 

Tolerância zero! 

A coluna escreve sobre todos os governos, partidos, grupos políticos locais, estaduais e federais. Fala de mazelas da direita, da esquerda e do centro. Bem como aponta erros e acertos de quem esta no governo, seja ele municipal, estadual ou federal. Também comentamos sobre políticos que já estiveram ou estão no poder. Trocando em miúdos, a coluna não tem preferências partidárias ou “político de estimação”. Estamos aqui para comentar e encontrar caminhos para melhorar Varginha, Minas e o Brasil. Contudo, a cada dia que passa a intolerância política tem tomado proporções catastróficas, levado a separação entre amigos, famílias e não raro tem dividido o Brasil. Isso não é bom para a Democracia. É preciso sim que todos participem da vida política do país, sem, contudo, sair na pancadaria, agressões e intolerância para debater ideias e projetos e jamais pessoas. Na Política de verdade, são as ideias que disputam e não as pessoas. Devemos defender projetos e não políticos. Neste sentido, nos últimos dias a coluna tem recebido telefonemas, emails e outros contatos de pessoas próximas e também conhecidos com “afirmações desconexas, provocações gratuitas e egos inflados”. Pessoas que parecem estar na política para defender amigos e nunca um projeto de desenvolvimento para Varginha, Minas ou para o Brasil. Alem disso, não é raro ver quem apenas enxerga virtudes nos seus preferidos e apenas defeitos em seus opositores. Ora, isso mostra a miopia política destas pessoas que não conseguem ver também as qualidades dos outros. Volto a dizer, a coluna não tem partido, nem político de estimação! Assim, vemos que governos de direita como FHC e Temer trouxeram estabilidade ao país, fizeram reformas importantes, mas pouco fizeram pelo social. Enquanto que governos de esquerda como o de Lula, fizeram pelo social, contudo se perderam em casos graves de corrupção. Da mesma forma, Bolsonaro tem feito reformas importantes para o Brasil, mas precisa “descer do palanque e governar para todos, sem “negacionismo ou conchavos com o centrão que tanto criticou”. O eleitor não é um disjuntor que precisa estar ligado ou desligado! Mas pode muito bem ver defeitos e qualidades em nomes como Bolsonaro e Lula, sem contudo, apoiar qualquer dos dois! No final, este eleitor consciente pode ter que escolher o “menos pior, caso seu candidato preferido não chegue ao segundo turno”. 


 
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