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Itajubá confirma dois primeiros casos da variante Ômicron



Está confirmada a presença da variante Ômicron, uma das mutações do novo Coronavírus, em Itajubá. A confirmação foi feita pela Prefeitura Municipal nesta quarta-feira (05/01) após dois pacientes do município apresentarem sintomas muito parecidos com os relatados para a nova variante.

De acordo com o Executivo, os pacientes tiveram suas amostras enviadas pelo Hospital de Clínicas de Itajubá ao Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo (SP), que realizou estudo específico e, assim, retornou com o resultado positivo, confirmando a presença da cepa variante. Vale lembrar que a identificação da variante P1, agora Gama, em 2021, também ocorreu com a grande parceria entre o Hospital de Clínicas e a Prefeitura.

Ainda segundo a Prefeitura Municipal, a presença da Ômicron está diretamente relacionada ao aumento no número de casos no município, uma vez que trata-se de uma variante com alta taxa de transmissibilidade, mas que, por outro lado, tem resultado em baixíssimas taxas de letalidade e de internação hospitalar, como pode ser observado em outras partes do mundo.

“A presença da Ômicron reforça o alerta para a população itajubense redobrar os cuidados a fim de evitar a infecção pela nova cepa. Manter os cuidados é fundamental: pratique o distanciamento social, use máscara, evite tocar olhos e boca e higienize as mãos com água e sabão ou álcool em gel 70%”, disse a Prefeitura de Itajubá.

“A Prefeitura segue monitorando os casos e trabalhando no cumprimento das normas do Plano Minas Consciente, além de testar e vacinar a população”, completou.

Atualmente Itajubá registra 10.862 casos de Covid-19, sendo que 423 evoluíram para óbito, 278 estão em recuperação e 10.161 se recuperaram.

 

Ômicron:

A variante Ômicron do vírus SARS-CoV-2, agente causador da COVID-19, foi identificada inicialmente na África do Sul em novembro de 2021. Esta é caracterizada pela alta transmissibilidade e capacidade de infectar indivíduos vacinados ou com histórico de doença prévia. De fato, atualmente a Ômicron é a variante predominante em vários países, sendo responsável pelo maior número de casos reportados até o momento durante toda a pandemia (1,5 milhões de casos / dia no mundo).

No entanto, é importante saliantar que as vacinas atualmente disponiveis para a COVID-19 continuam eficazes, sobretudo na prevenção das formas graves da doença que podem levar a necessidade de hospitalização e ao óbito.  Contudo, a proteção contra essa variante é elevada consideravelmente mediante a aplicação da terceira dose da vacina (reforço), que deve ser administrada após 4 meses da segunda dose do esquema vacinal primário.

Devido a seu alto poder de disseminação em grande escala num curto intervalo de tempo e a possibilidade de escape vacinal, a variante ômicron tem potencial de elevar proporcionalmente a taxa de casos de COVID-19, incluindo formas graves, colocando em risco sobretudo os indivíduos mais vulneráveis. Desta forma, a chance de nova sobrecarga no sistema de saúde é real, consequente ao aumento do número de atendimentos e de internações.


 
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