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Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes



 Sérgio Ferreira Avelar: A perda de um grande amigo  

Na manhã da última sexta feira acordei cedo com o telefonema de um colega da imprensa de Varginha, que me indagava sobre a saúde do amigo Sérgio Ferreira Avelar, nosso amigo em comum. Havia dormido tarde no dia seguinte em razão de vários compromissos, mas ainda assim, religiosamente, por volta das 18 horas, já há várias semanas, sempre ligava para minha mãe para saber da saúde do Sérgio. Jornalista respeitado e querido em Varginha, Serginho, como era conhecido, faz parte da história da imprensa local e principalmente do Jornal Gazeta de Varginha, onde trabalhou por décadas e sempre mantínhamos contato. Foi com o Sérgio que aprendi muito das redações por onde ele passou, que me ensinou sobre responsabilidade no trato com a informação e o necessário respeito e ética com o leitor que recebe a notícia. Durante mais de 10 anos, junto com o Sérgio Avelar, produzíamos as páginas da Gazeta no então escritório da Avenida Rio Branco e levávamos para a oficina no bairro Santa Maria. No dia seguinte, logo pela manhã, Sergio já estava na padaria da Rua Rio de Janeiro, assuntando para saber o que escreveria em sua coluna da edição do jornal seguinte. E assim, dia a dia, Sergio Avelar foi construindo sua história, junto com a história da Gazeta e muitos outros veículos de imprensa por onde passou, sempre admirado e fazendo amigos. Na TV Princesa, Sérgio várias vezes, com seu jeito humilde, mas franco, questionou o prefeito da época a fazer investimentos naquele órgão, melhorar o trabalho dos profissionais de imprensa que precisam trabalhar sem ingerências políticas ou pressões de governo. Sérgio também atuou na Rádio Melodia e Rádio Clube, onde gostava de falar de esportes e carnaval. Foi um entusiasta do Boa Esporte, tornando-se cronista esportivo para cobrir o tema que sempre lhe agitava o coração. Vale também lembrar que Serginho, com sua ética profissional e independência de pensamento, muito contribuiu na política local, nunca candidatou, mas muitas candidaturas locais dependeram enormemente dele. Sérgio Avelar foi secretário e tesoureiro do PMDB, que depois se tornou MDB. Graças ao seu trabalho a legenda sempre se manteve apta e regular junto a Justiça Eleitoral, devido a sua organização e retidão na burocrática papelada que a legislação impõe. Muitos dos candidatos e políticos eleitos de Varginha, devem a Sérgio Avelar a adimplência burocrática exigida pela Justiça, que era justamente o trabalho que lhe cabia como missão no comando da legenda. O jornalista, em alguns momentos, já confrontou políticos locais e estaduais pela defesa da liberdade de imprensa, retidão com o dinheiro público e amor a Varginha. Aliás, foi justamente seu amor a imprensa e a Varginha que o impulsionaram a investir em um grande sonho: ter o próprio veículo de imprensa. E assim, nasceu o Jornal O Popular de Varginha, semanário impresso e portal diário de notícias locais e regionais. Nas semanas que antecederam a doença e internação do querido amigo, Sérgio estava frenético na produção de conteúdos diversos para seu portal, onde alias pegou facilmente a aptidão com a informática. Jornalista forjado na construção de textos com linotipos sujas de óleo, da época de Gutenberg, o então empresário Sérgio Avelar aprendeu rápido as modernidades tecnológicas. O Popular de Varginha crescia e recebia propaganda de diversos clientes de Varginha e região, anunciava notícias exclusivas produzidas unicamente pelo Sérgio, que tinha fontes também exclusivas em vários setores. Nas últimas conversas que tive com o amigo, lembramos da época em que atuou no Carnaval de rua da cidade. Sim, Sergio Avelar também foi importante apoiador e fez cobertura de vários carnavais de Varginha. Noites memoráveis de evento no Varginha Tênis Clube VTC, Clube de Varginha e no Carnaval de rua que ocorria na avenida Rio Branco. Sérgio Ferreira Avelar fazia parte de um grande time da imprensa que passou também pela política e pela Cultura de Varginha. Pessoas como Welington Venga, Targino Valias, Sérgio Avelar e tantos outros que nos deixam saudades! E que certamente, vão fazer falta! O Jornal Diário Regional Gazeta de Varginha, todos os seus colaborares, leitores e amigos perderam na quinta-feira da semana passada um grande amigo. Que faz parte da história da Gazeta, trabalhou por décadas em rádios, jornais, TVs e recentemente trabalhava e comandava o próprio jornal e portal. A dedicação de Sérgio Avelar à imprensa séria e responsável sempre foi sua grande paixão e aptidão. Sérgio Ferreira Avelar não tinha filhos, mas deixa órfão uma legião de amigos, admiradores, leitores e ouvintes que o acompanhavam pela imprensa local. Em seu velório na última sexta feira, a presença e manifestações dos colegas da imprensa mostrou que o setor está de luto pela perda de um grande amigo. Vai com Deus meu amigo, Sérgio Avelar, você me ensinou muito!        


Perguntar não ofende  

Uma leitora e produtora cultural de Varginha indagou à coluna porque a interminável reforma do Teatro Capitólio não tem a placa com informações da obra? Como aliás deve ocorrer em toda obra pública, principalmente aquelas que contam com recursos públicos federais, como é o caso do Teatro Capitólio. Vale destacar que nas demais obras do teatro, que aliás foram muitas, sempre havia na entrada do Foyer, uma placa com dados da obra como valor gasto, previsão de término da obra, empresa contratada etc. Será que a obra no Capitólio está dentro da previsão/cronograma em dia para sua devolução à comunidade? Ou teremos mais atrasos na entrega daquele patrimônio público à sociedade? Não sabemos as respostas e parece que o prefeito de Varginha também não deve saber, ou não foi comunicado do “deslize de transparência pela falta de informações públicas sobre a obra e o recurso público ali colocado”. O Teatro Capitólio é o maior teatro público de Varginha e principal matrimônio cultural dentre os muitos imóveis públicos. A interrupção das atividades daquele espaço é, sem dúvida, um golpe na cultura de Varginha. É preciso que seu retorno às atividades seja rápido e que as informações sejam claras ao mundo cultural de Varginha. 


Prestígio local 

O café é o principal produto das exportações agrícolas de Minas Gerais e, atrás do minério de ferro, ocupa boa colocação na lista dos principais produtos de exportação de Minas e do Brasil. Nosso estado como principal exportador tem papel importante neste processo produtivo e peso na política pública do Café. A Federação da Agricultura de Minas Gerais – Faemg, como maior representante do agronegócio mineiro sabe disso, e prestigiou Varginha com a indicação de Arnaldo Botrel para presidir a Comissão da Cafeicultura da Faemg. Arnaldo Botrel é presidente do Sindicato Rural de Varginha e estava distante da política macroeconômica do setor, até a nomeação. Vale destacar que a Faemg agora tem novo comando, após anos de gestão do líder ruralista Roberto Simões, que foi substituído por Antônio de Salvo, novo líder da Faemg. A nomeação de Arnaldo Botrel é uma oportunidade para que Varginha melhore sua relação com a cadeia produtiva do café e volte a ser protagonista das ações para o setor. Atualmente, Varginha perde liderança no setor cafeicultura para outras cidades como Três Pontas, Guaxupé e cidades do cerrado e Alto Paranaíba. A união de forças entre exportadores, Porto Seco, Faemg, Prefeitura de Varginha, Credivar, Fiemg e outras instituições pode trazer ações e projetos que devolvam a Varginha a liderança e protagonismo no setor produtivo do café. Assim as autoridades públicas e privadas poderiam desenvolver novos produtos e mercados para o café, bem como melhorias na política pública do setor, entre outras iniciativas conjuntas, que seriam pensadas e criadas em Varginha para o restante da grande área mineira econômica impactada pelo café. 


Importantes vias ganham iluminação 

A Prefeitura de Varginha está com ambicioso projeto de obras que vão de investimentos viários a novas escolas e unidades básicas de saúde, passando por recapeamentos e grandes investimentos na Educação e Infraestrutura. Uma das obras que vem “destacando” é a iluminação pública. Os trabalhos já realizados incluem diversos bairros pela cidade que tiveram a substituição de lâmpadas incandescentes por LED, que são mais duradouras e de melhor qualidade. 18 mil lâmpadas foram substituídas no total e estão sendo priorizadas diversas obras de iluminação importantes para o município, como a iluminação da importante Avenida do Contorno em toda sua extensão, a Avenida Miguel Alves, no bairro Santa Maria. Também está em andamento o projeto de iluminação de destaque em diversas Praças e locais de caminhadas à população como nas Avenidas Otávio Marques de Paiva e Avenida João Eugênio do Prado e adjacências, no Jardim Mont Serrat. As luminárias utilizadas são fabricadas em Varginha mesmo, pela Empresa Philips Signify. O que movimenta a economia local, além de adiantar a conclusão dos trabalhos. Sem dúvida, a melhor iluminação pública é algo que além de melhorar a segurança, valoriza os espaços públicos e amplia a utilização destes espaços pela sociedade. Contudo, é preciso que o governo municipal esteja atento para algumas questões. A primeira delas é quanto a modernidade dos projetos de iluminação, bem como a adaptabilidade dos mesmos, para fins de melhoras futuras. O segundo ponto é quanto a segurança dos sistemas de iluminação, a fim de impedir ou dificultar que cabos sejam roubados e deixem avenidas e bairros inteiros sem iluminação, o que aliás, já ocorre em muitas cidades onde os criminosos roubam fios de cobre para vender ou mesmo destroem luminárias por vandalismo. A terceira questão a ser observada é a possibilidade, no futuro próximo, do sistema de iluminação de vias públicas, a exemplo das escolas do município, também serem alvo de compensação de energia, mediante a instalação de placas fotovoltaicas nos prédios públicos para compensar parte do gasto na iluminação pública. O município possui imóveis que poderiam abrigar placas fotovoltaicas para gerar energia para compensação do gasto da iluminação pública. Uma ideia que poderia gerar economia e comodidade ao poder público municipal, além de ser uma modernidade para a administração. 


Os Imortais 

A Academia Varginhense de Letras, Artes e Ciências dará posse amanhã a dois novos acadêmicos, já conhecidos e reconhecidos na cidade: Vânia de Fátima Flores Paiva e Rodrigo Murad do Prado. A cerimônia vai acontecer na Câmara Municipal de Varginha, comandada pelo presidente da Academia Varginhense de Letras Leandro Rabelo Acayaba de Resende, que retorna a Câmara onde foi vereador e presidente. Acayaba tem implantado uma gestão moderna numa instituição que remete a tradição e formalismo. O futuro mais jovem imortal da Academia, Dr. Rodrigo Murad do Prado, é defensor público estadual, escritor e um admirador da leitura, poesia e cultura. Murad do Prado continua a linha do Direito, herdada do pai, o juiz Rui Vitor do Prado. Aliás, a maioria dos imortais da Academia de Varginha são oriundos do Direito. A coluna deseja bom trabalho aos novos imortais e profícuo trabalho ao presidente Leandro Rabelo Acayaba de Resende. 


ALMG diz que Zema ‘não está aberto a conversar’ sobre RRF 

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Agostinho Patrus (PV) disse que o governo de Minas “não está aberto a conversar” sobre o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e quer que a situação seja resolvida pelo Judiciário. O presidente do Legislativo mineiro e o governador vem travando uma grande batalha em torno do Regime de Recuperação Fiscal – RRF. Para o governo a aprovação do RRF é a salvação econômica do Estado. Já na ALMG, há quem diga que o RRF vai engessar o governo e impedir diversos investimentos sociais e prejudicar o funcionalismo. O caso já esta parado na ALMG há muito tempo e não parece que vai se resolver breve. Zema judicializou o caso por achar que o tema não seria apreciado pelo Legislativo neste ano eleitoral. Mas o presidente da ALMG, deputado Agostinho Patrus, disse que cumprirá 100% a decisão que tomar o ministro Nunes Marques, a quem foi distribuído o caso no STF. Para Agostinho, o governador não está disposto a conversar sobre o RRF, daí a razão da demora na votação. O pedido de adesão ao RRF foi apresentado pelo governador Romeu Zema à Assembleia em outubro de 2019 e nunca foi discutido na casa. Em fevereiro do ano passado, o governo propôs um substitutivo ao projeto inicial, levando em consideração alterações feitas pelo governo federal na legislação que regulamenta o programa. No final do ano passado, o governador pediu urgência na aprovação do texto - trancando a pauta do Legislativo até que o projeto fosse colocado em votação. Porém, a medida não surtiu efeito porque, se valendo de um acordo de líderes que criou o Rito Covid na Assembleia, os deputados conseguiram passar na frente do RRF textos relacionados à pandemia. 


 
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