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MG registra elevação de 43,6% no frete rodoviário

Um dos maiores vilões do transporte rodoviário de cargas no País nos últimos anos tem sido o preço do combustível | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

Minas Gerais registrou a maior alta de volume de fretes no Sudeste em 2021: foram 43,6% a mais que em 2020, um crescimento que puxou o índice para 27,8% na região que mais transporta no País.  O desempenho mineiro foi impulsionado pela construção civil e pelo transporte de fertilizantes, de acordo com os dados da 6ª edição do relatório “O Transporte Rodoviário de Cargas l” da FreteBras, maior plataforma de transporte de cargas da América Latina.

Em 2021, 1,2 milhão de fretes foram originados em Minas Gerais. Ao todo, foram distribuídos R$ 9,7 bilhões em fretes no Estado. Do volume total, Minas respondeu por 15,1%, segundo lugar no Brasil, vindo atrás de São Paulo, responsável por 23% do movimento de cargas rodoviárias no País.

O setor que mais impulsionou os fretes em Minas foi o de construção, que representou 46,6% dos fretes originados no Estado. Seu crescimento foi puxado, principalmente, por cimento, que aumentou seu volume de fretes em 67,2% na comparação do ano passado com 2020. Contribuiu para isso o aumento das vendas do insumo – segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic), foram comercializadas 64,7 milhões de toneladas no ano passado, 6,6% a mais do que em 2020 e voltando ao patamar de 2015. 

Os produtos mais transportados dentro do solo mineiro foram cimento (24%) e fertilizantes (15%). Aliás, adubos e fertilizantes, insumos essenciais para o agronegócio, são os produtos mais transportados no País. Cerca de 19% dos fretes de fertilizantes tiveram origem no estado mineiro em 2021, uma queda de 16 pontos percentuais em comparação com 2020. Naquele ano, os fretes do produto, com origem em Minas Gerais, representaram 35% de todos os transportes de fertilizantes no Brasil.

ano de 2021 foi marcado por desafios como os aumentos da inflação e dos juros, associados às incertezas da pandemia. Um dos maiores vilões do transporte rodoviário de cargas é o preço do combustível, que tem puxado grande parte da alta da inflação. O aumento no diesel superou os 48% no ano passado, enquanto o preço do frete aumentou só 2%.

Porém, mesmo que os custos dos combustíveis não tenham sido repassados ao valor do frete, o mercado cresceu. “Percebemos demandas cada vez maiores. Para dar uma ideia, registramos crescimento de mais de 37% em nossa plataforma no período”, destaca o diretor de Operações da FreteBras, Bruno Hacad.

Minas Gerais registrou a maior alta de volume de fretes no Sudeste em 2021: foram 43,6% a mais que em 2020, um crescimento que puxou o índice para 27,8% na região que mais transporta no País.  O desempenho mineiro foi impulsionado pela construção civil e pelo transporte de fertilizantes, de acordo com os dados da 6ª edição do relatório “O Transporte Rodoviário de Cargas l” da FreteBras, maior plataforma de transporte de cargas da América Latina.

Em 2021, 1,2 milhão de fretes foram originados em Minas Gerais. Ao todo, foram distribuídos R$ 9,7 bilhões em fretes no Estado. Do volume total, Minas respondeu por 15,1%, segundo lugar no Brasil, vindo atrás de São Paulo, responsável por 23% do movimento de cargas rodoviárias no País.

O setor que mais impulsionou os fretes em Minas foi o de construção, que representou 46,6% dos fretes originados no Estado. Seu crescimento foi puxado, principalmente, por cimento, que aumentou seu volume de fretes em 67,2% na comparação do ano passado com 2020. Contribuiu para isso o aumento das vendas do insumo – segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic), foram comercializadas 64,7 milhões de toneladas no ano passado, 6,6% a mais do que em 2020 e voltando ao patamar de 2015. 

Os produtos mais transportados dentro do solo mineiro foram cimento (24%) e fertilizantes (15%). Aliás, adubos e fertilizantes, insumos essenciais para o agronegócio, são os produtos mais transportados no País. Cerca de 19% dos fretes de fertilizantes tiveram origem no estado mineiro em 2021, uma queda de 16 pontos percentuais em comparação com 2020. Naquele ano, os fretes do produto, com origem em Minas Gerais, representaram 35% de todos os transportes de fertilizantes no Brasil.

ano de 2021 foi marcado por desafios como os aumentos da inflação e dos juros, associados às incertezas da pandemia. Um dos maiores vilões do transporte rodoviário de cargas é o preço do combustível, que tem puxado grande parte da alta da inflação. O aumento no diesel superou os 48% no ano passado, enquanto o preço do frete aumentou só 2%.

Porém, mesmo que os custos dos combustíveis não tenham sido repassados ao valor do frete, o mercado cresceu. “Percebemos demandas cada vez maiores. Para dar uma ideia, registramos crescimento de mais de 37% em nossa plataforma no período”, destaca o diretor de Operações da FreteBras, Bruno Hacad.

Para 2022, as perspectivas são de aumento da digitalização do transporte rodoviário de cargas. “Registramos um aumento de 62% no cadastro de micro e pequenas transportadoras, em nossa plataforma, sendo que 11% delas estão situadas em Minas. Em todo o Brasil, as novas micro e pequenas transportadoras cadastraram mais de meio milhão de fretes em nossa plataforma, o que demonstra o apetite delas por soluções digitais”, aponta Hacad.

No cenário econômico, as expectativas do setor se voltam para o agronegócio. Em outubro de 2021, observa o diretor da FreteBras, a expectativa da Conab era de um aumento de 14% na produção. Porém, no início deste ano, a própria Conab corrigiu esta previsão para 7%, por conta do impacto do clima na colheita.

“Acreditamos que o setor da construção não verá um crescimento tão acentuado como o de 2021, que foi o melhor da última década, por conta principalmente do aumento da Selic, que afeta o custo dos créditos imobiliários, e da inflação, que afeta o preço dos insumos”, acredita Hacad.

excesso de chuvas e suas consequências não são, ao que tudo indica, um fator que influencie o transporte de cargas. As quedas de barreiras e a destruição de trechos das estradas mineiras não se refletiram no movimento de cargas rodoviárias em Minas. “Apesar da grave situação, tivemos um aumento de 45,9% no volume de fretes em janeiro deste ano, comparado com janeiro de 2021. A sazonalidade ainda conta muito”, conclui Hacad.


Fonte: Diário do Comércio


 
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