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Avião da China Eastern com 132 pessoas a bordo cai no sudoeste da China

 

Foto: Reprodução/Instagram

Um avião da companhia China Eastern Airlines com 132 pessoas a bordo caiu nesta segunda-feira (21) no sudoeste da China, depois de uma queda brutal de 8 mil metros, um acidente que pode ser o mais mortal no país desde 1994. 

Mais de seis horas após o desastre, ainda não havia um número de mortos, mas com base nas circunstâncias do acidente, parecia improvável que alguém tivesse escapado com vida. 

Em um comunicado, a China Eastern Airlines "prestou homenagem" aos "mortos" no desastre. 

O rastreador de voo FlightRadar24 não obteve mais dados do MU5735 após as 14h22, horário local, quando sobrevoava Wuzhou. O site mostra como o avião caiu drasticamente de uma altitude de 8.900 metros para 1.000 em três minutos, os últimos dados disponíveis.

O Boeing 737 havia decolado da cidade de Kunming e tinha como destino a metrópole de Guangzhou, mas "perdeu contato quando estava sobrevoando a cidade de Wuzhou", na região montanhosa de Guangxi, segundo a Agência de Aviação Civil da China, a CAAC.

"Neste momento, confirmamos que o voo caiu", disse o órgão, informando que havia ativado sua resposta de emergência e enviado uma equipe de resgate ao local do acidente.

A aeronave transportava 123 passageiros e nove membros da tripulação, totalizando 132 pessoas, apesar de alguns meios de comunicação chineses terem mencionado 133 pessoas a bordo. 

O presidente chinês, Xi Jinping, declarou estar "comovido" e pediu uma investigação para que "sejam determinadas as causas do acidente o quanto antes". 

"Completamente destruído"

O Boeing 737 caiu em uma zona rural próxima da cidade e provocou um incêndio na montanha, informou a emissora estatal CCTV, que transmitiu imagens de bombeiros a caminho do local do acidente através de uma área montanhosa. As equipes de resgate conseguiram extinguir as chamas. 

"Todos os moradores tomaram a iniciativa de ajudar no resgate. Todos foram para a montanha", disse à AFP por telefone o comerciante Tang Min, que mora a cerca de quatro quilômetros do local do acidente.

Um morador da área disse a um site de notícias local que o avião envolvido no acidente estava "completamente destruído" e que viu áreas florestais próximas destruídas pelo fogo causado pela queda na encosta da montanha.

As primeiras informações começaram a circular quando a mídia local informou que o voo MU5735 da China Eastern não havia chegado a Guangzhou conforme programado após decolar de Kunming pouco depois das 13h00 (2h00 no horário de Brasília).

Dos Estados Unidos, a Boeing, fabricante do aparelho, disse que está tentando “reunir mais informações”. 

De acordo com a agência financeira Yicai, a China Eastern decidiu suspender todos os seus 737-800 a partir de terça-feira, sem esperar pelos resultados da investigação. A AFP tentou em vão entrar em contato com a empresa para comentar esta informação.

Nos últimos anos, a China manteve bons padrões de segurança da aviação, em um país repleto de aeroportos recém-construídos e coberto por novas companhias aéreas estabelecidas para atender ao crescimento vertiginoso do país nas últimas décadas.

O último grande acidente de avião na China foi em agosto de 2010, com um saldo não confirmado de 42 vítimas. 

Foi o acidente mais recente envolvendo um voo comercial chinês de passageiros a causar vítimas civis.

O acidente envolvendo um voo comercial chinês mais mortal foi um acidente da China Northwest Airlines em 1994, no qual todas as 160 pessoas a bordo morreram. 

A maioria dos passageiros a bordo do voo MH370 da Malaysia Airlines, que desapareceu em março de 2014 na rota de Kuala Lumpur para Pequim, era da China.

Fonte: O Tempo




 
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