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Estudo de mestrando do Unis aponta que alunos do ensino médio do sul de Minas consideram as informações das redes sociais mais relevantes do que as recebidas na escola

 


O aluno Deusdedit Faria Lopes do curso de Mestrado em Gestão e Desenvolvimento Regional do Grupo Unis, está desenvolvendo um estudo que aponta que estudantes do ensino médio do sul de Minas Gerais consideram as informações das redes sociais mais relevantes do que as informações recebidas na escola.

Intitulado “Bolha informacional e aprendizagem na era digital: um estudo em escolas do ensino médio do Sul de Minas Gerais” o trabalho é orientado pelo Prof. Dr. Rodrigo Franklin Frogeri e coorientado pela Profa. Dra. Mariana Aranha de Souza. De acordo com o Comitê Gestor da Internet no Brasil, 24,3 milhões de crianças e adolescentes, com idade entre 9 e 17 anos, utilizam a internet. Esse número corresponde a 86% do total de pessoas dessa faixa etária no país e cerca de 20 milhões de crianças e adolescentes possuem perfil em Sites de Redes Sociais (SRS). O considerável volume de informações disponíveis nos meios digitais e, em especial, nas redes sociais, exigem dos usuários dessas plataformas um senso crítico capaz de filtrar conteúdos que representem fatos verdadeiros e que estejam de acordo com as suas crenças e preferências pessoais (PARISER, 2011). Assim, dever-se-ia esperar que nas pesquisas realizadas em ferramentas de buscas como o Google ou nos SRS (ex. Facebook, Instagram, etc.) os resultados fossem semelhantes para todas as pessoas. Contudo, essa suposição não é verdadeira devido aos filtros de personalização (PARISER, 2011).

Neste contexto, o estudo tem como objetivo compreender a influência dos SRS na percepção de aprendizado de estudantes do ensino médio do Sul de Minas Gerais. Um total de 1361 estudantes do ensino médio sul mineiro participaram da pesquisa, dentre a rede Estadual, Particular e Federal, envolvendo 32 instituições de ensino.

Os resultados sugerem que a maioria dos estudantes de ensino médio do Sul de Minas não se informam por meios de comunicação formais (28,3%) ou alternativos (32,91%), prevalecendo o uso de Sites de Redes Sociais (94,54%) como principal fonte de informação. Instagram (64%), WhatsApp (62,4%), Youtube (60,4%), Facebook (48,8%) e TikTok (32%) são os SRS mais utilizados pelos estudantes de ensino médio do Sul de Minas, respectivamente. Os resultados sugerem que o tempo em que o estudante passa nos SRS tem uma influência na percepção de que as informações originadas dos SRS são mais relevantes do que aquelas informações que são passadas (apresentadas) em sala de aula. Os alunos que passam um longo período nos SRS estão sujeitos a uma maior atuação dos filtros de personalização dos SRS que poderão criar uma realidade baseada apenas naquilo que o algoritmo da rede considera que é relevante para a pessoa. Num contexto educacional isso pode ser nocivo para o estudante porque irá isolá-lo de óticas distintas daquelas que ele recebe dos SRS.

Por fim, as análises sugerem que, na opinião dos estudantes do ensino médio Sul mineiro, o SRS que mais influencia positivamente na sua aprendizagem na escola é o SRS TikTok, seguido pelo Instagram e Facebook. Os SRS que fornecem informações consideradas mais relevantes do que aquelas que são recebidas na escola são, respectivamente: Whatsapp (0,82), seguido de perto pelo TikTok (0,80) e Facebook (0,78). O Prof. Rodrigo Franklin Frogeri, orientador do estudo, destaca que a conscientização dos estudantes sobre a existência dessa dinâmica no mundo online pode ser um caminho importante para minimizar a influência dos SRS, não no sentido de evitar o seu uso, mas de forma que haja um senso crítico por parte dos adolescentes sobre os conteúdos consumidos e a consciência de que as interações online ajudam os filtros de personalização dos SRS na criação da sua própria bolha informacional e também de bolhas sociais que podem se tornar nocivas e mesmo influenciar na aprendizagem em ambiente formal.




 
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