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Gás de cozinha é vendido por R$133 em BH; compra pode ser parcelada em 3 vezes

Foto: Flávio Tavares/ OTempo


Com o aumento de 16% anunciado pela Petrobras, que entrou em vigor na última sexta-feira, o botijão de gás já é comercializado por até R$133 em Belo Horizonte. O valor é referente ao vasilhame tradicional, de 13kg, e equivale a quase 11% do salário mínimo pago no Brasil.

Para tentar amenizar o impacto ao bolso dos consumidores e não perder vendas, as empresas de revenda aceitam o parcelamento da compra em até três vezes no cartão de crédito. 

Também há benefícios para pagamentos à vista, em espécie ou via Pix, e para a retirada do botijão diretamente nos depósitos. A pesquisa de preço pode ser útil neste momento, já que em consulta a estabelecimentos do setor a reportagem também notou preços de R$115 e R$125,

O valor médio atualizado na capital mineira, entretanto, ainda não foi mensurado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A última pesquisa da entidade, feita até o sábado (12), apontava para um custo de R$105,51 para adquirir um botijão.

Nas consultas feitas pela reportagem de OTEMPO diretamente com os estabelecimentos, o valor mais alto foi encontrado em uma distribuidora do bairro Caiçara, na região Noroeste de BH, onde o produto é vendido a R$133 para pagamentos parcelados no crédito. À vista, o valor de venda cai para R$125, informou uma funcionária. 

No Beagás, no bairro Santa Efigênia, região Leste da metrópole, a auxiliar de serviços administrativos Gisele de Souza contou que o repasse do reajuste não chegou aos 16%. Para quem buscar o vasilhame no depósito, localizado à avenida dos Andradas, o valor de venda é R$115, enquanto na entrega o cliente desembolsa R$125.

“O aumento dessa vez foi bem mais pesado e a nossa maior luta é em negociar com a companhia um preço que fique melhor ao consumidor final”, explicou Souza. A auxiliar diz que foi preciso reorganizar a logística de entregas para economizar combustível. “Na alta de 16% repassamos só 10% e ainda observamos o aumento da gasolina que pesa bastante”, acrescenta.

No bairro Serra, na Região Centro-Sul de BH, Gilson Fonseca, atendente da revendedora Capivari, diz que o gás está sendo vendido a R$120, mas com valor promocional de R$115 em compras via Pix.  Os clientes que optam pelo cartão de crédito conseguem parcelar em até três vezes sem juros. Com o aumento nos custos dos botijões, ele diz que a empresa cortou até brindes, como panos de prato e enfeites de cozinha. “Cortamos no ano passado e não retornou mais”, disse.

A Newgás, com atuação na região da Pampulha e de Venda Nova, o vasilhame de 13kg saiu de R$105 para R$115. O preço anterior só foi mantido em pagamentos à vista. Responsável financeiro pela empresa, Natanael Gonçalves relata que foi criado um clube de benefícios para conceder descontos, além da realização de sorteios de vouchers nas redes sociais.

“Na quinta-feira, antes do reajuste, nosso estoque zerou. As pessoas ficaram com medo desse aumento e compraram bastante”, relembrou. 

Pesquisa pode aliviar o bolso 

Comparar os preços entre as revendedoras pode ser uma alternativa para economizar na compra do gás, aconselha o professor de economia do Ibmec BH Hélio Berni. O docente ressaltou que o parcelamento, no crédito, pode ser uma boa opção apenas na ausência de condições de arcar com o valor à vista.

“A primeira prioridade é identificar o revendedor que está repassando um custo menor para o consumidor final. E se a família tiver condições de pagar à vista, pode tentar barganhar um desconto”, aconselha. 

O especialista reforça que a redução no preço do gás de cozinha, assim como dos combustíveis, passa, além da política econômica e tributária do Brasil, por um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia. A continuidade do conflito pode aumentar ainda mais o preço do barril de petróleo no mercado internacional.

“Se aumenta o preço do barril, não sobe só o valor do petróleo, mas dos seus derivados como gasolina e o gás de cozinha. Porém, o peso desse aumento é diferente em classes sociais. Quando olhamos para a classe média mais alta, o preço vai gerar um impacto menor. Mas quando se observa a base da pirâmide social, ali o impacto vai ser mais elevado, um efeito maléfico”, assinala.

O Tempo


 
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