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Lago de Furnas fecha mês com mais de 80% do volume útil; melhor março desde 2012



O mês de março vai terminar com o Lago de Furnas atingindo mais de 80% de seu volume útil. É a melhor marca atingida desde 2012. Atualmente, o nível do lago está em 765,5 metros acima do mar, com o volume útil de 80,74%. 

O nível está acima da cota mínima estabelecida para o lago, que é de 762 metros acima do mar. No ano passado, o volume útil do Lago de Furnas fechou o mês de março em 39%. O pior volume para o mês desde 2012 foi atingido em 2015: 21,68%. 

2012 - 89,76%; 

2013 - 62,58%; 

2014 - 27,55%; 

2015 - 21,68%; 

2016 - 74,89%; 

2017 - 44,95%; 

2018 - 32,04%; 

2019 - 42,45%; 

2020 - 58,28%; 

2021 - 39%; 

2022 - 80,47%. 

“Atualmente o reservatório de Furnas chegou a um nível que a gente pode considerar como sendo confortável. Houve um plano no final de 2021 de recuperação desse nível e ele foi alcançado. O reservatório de Furnas é uma grande caixa d’água que funciona como bateria. Ela está quase toda cheia, então, do ponto de vista de energia isso é uma excelente notícia. Nós conseguimos chegar em um bom nível do reservatório de forma que nós vamos ter um ano um pouco mais tranquilo pela frente”, explicou o professor da Universidade Federal de Itajubá e especialista em Recursos Hídricos, Carlos Martinez. 

O professor destaca que o perídio de chuvas e a maneira em que o sistema elétrico operou contribuíram para que o nível fosse atendido. Ele salienta, entretanto, que a variação de nível é normal e algo em que deve ser convivido por algum tempo. 

“Na realidade, quando a gente encher o reservatório da usina de Furnas e todos os reservatórios do Brasil, nós entramos em uma situação de conforto. Isso não significa que a gente vá deixar de ligar as termoelétricas. Tudo vai depender também da recuperação da economia. Se a economia brasileira avançar e se recuperar, que é o que todos nós esperamos, muito provável que a gente tenha que manter as termoelétricas ligadas, até por prudência durante um período ainda vamos manter ligadas para manter o nível do reservatório alto, tendo em vista que a gente pode ter um problema de chuvas no ano de 2022. Nunca podemos esquecer que estamos em um período de mudanças ambientais, e isso é uma coisa que precisamos ter muito cuidado”, falou. 

Martinez explicou que todos os reservatórios do Brasil convivem com o mesmo tipo de situação. 

“É de se esperar que o nível do reservatório caia. O que pode ser feito, pelo sistema elétrico de uma forma geral, é a manutenção do funcionamento dos centrais termoelétricas, preservando o nível das centrais dos reservatórios para que a gente não chegue a volumes tão baixos. O volume baixo dos reservatórios, não só de Furnas, mas de todos os reservatórios do Brasil, ele implica em um risco de falta de abastecimento. O operador do sistema se precaveu de alguma forma e está mantendo uma geração térmica, hidráulica e com fontes alternativas, de maneira a preservar o sistema”.


G1 Sul de Minas


 
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