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Após 18 dias de greve, não há previsão para normalização do metrô de BH

(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)


O metrô de Belo Horizonte opera com horário reduzido há 18 dias e não há previsão de retorno do funcionamento nos horários de pico. Em greve desde 21 de março, os metroviários decidiram manter o movimento durante assembleia na última quarta-feira (6).

Durante reunião na Estação Central, a categoria votou e decidiu, por unanimidade, que o metrô permanecerá funcionando apenas das 10h às 17h. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), cerca de 70 mil usuários são afetados diariamente pela ausência do metrô nos horários de pico.

O Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindimetro-MG) protesta contra o processo de privatização do metrô de Belo Horizonte. A categoria pede a manutenção da estabilidade dos cargos ou a realocação em outras unidades da CBTU pelo país quando o transporte for concedido à iniciativa privada.

De acordo com o sindicato, o governo federal, responsável pelo processo de privatização, não atende aos pedidos de negociação feitos pela categoria. Do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CCPI) partiu a proposta de manter os postos de trabalho por 12 meses após a concessão, o que a categoria considera insuficiente.

Se aproximando da terceira semana completa de greve, a CBTU segue criticando o horário de funcionamento definido pelo movimento paredista. Junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a companhia estabeleceu uma multa diária de R$ 30 mil aos trabalhadores paralisados. O valor total já chegou a R$ 540 mil.

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