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Em abril índice da cesta básica sobe 5,95% na cidade de Varginha

 

Foto: Ilustração / Google

Pelo segundo mês consecutivo, o Índice da Cesta Básica de Varginha (ICB-UNIS), calculado pelo Departamento de Pesquisa do Grupo Unis e pelo GEESUL (Grupo de Estudos Econômicos do Sul de Minas), voltou a apresentar elevação. Entre março e abril o valor da cesta básica subiu 5,95%.

A alta neste mês foi bastante generalizada, tendo atingido 12 produtos, com destaque para leite integral, batata, óleo de soja, farinha de trigo e tomate. No intervalo de 12 meses, entre abril de 2021 e abril de 2022, a cesta básica em Varginha apresentou forte alta de 33,39%. No acumulado deste ano de 2022 a alta já chega a 9,90%.

A pesquisa ocorre através da coleta de preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos, tendo por foco os principais supermercados da cidade e utilizando a metodologia adotada nacionalmente pelo DIEESE.

Em abril, o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Varginha é de R$629,41, correspondendo a 56,14% do salário mínimo líquido. Considerando desde o início da pesquisa em 2018, este é o maior valor já registrado para essa cesta de produtos na cidade. O trabalhador varginhense que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 114 horas e 15 minutos no mês para adquirir essa cesta de produtos.

Comparando os preços de abril com o mês de março, é possível verificar que, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Varginha, 12 tiveram alta nos preços médios conforme especificado a seguir. leite integral, batata, óleo de soja, farinha de trigo, tomate, feijão carioquinha, pão francês, açúcar refinado, carne bovina, arroz, manteiga e café em pó. Somente um produto apresentou queda no seu preço médio: a banana.

As dinâmicas da oferta e da demanda externa foram mais uma vez decisivas para o comportamento dos preços dos produtos alimentícios, visto que a demanda interna ainda se encontra desaquecida. O conflito na Ucrânia também trouxe impactos nos preços da soja e do trigo, influenciando no encarecimento dos seus derivados. A extensão temporal deste conflito pode ocasionar ainda mais impactos nas cotações de commodities no mundo todo.

Como previsto pelo Banco Central do Brasil, o mês de abril era esperado como pico da alta de preços, espera-se que no decorrer do ano os mesmos possam se estabilizar ou menos apresentar queda. Porém, é preciso destacar que as altas já acumuladas neste ano de 2022 praticamente atingiram o nível da correção do salário mínimo ocorrida em janeiro, prejudicando fortemente o poder de compra da população assalariada.

A recente queda na taxa de câmbio ainda não influenciou os preços ao consumidor, o que pode ocorrer nos próximos meses. Porém, se as ações de política monetária do Banco Central, como a alta da taxa de juros, não surtirem o efeito planejado, novas políticas econômicas deverão ser pensadas a fim de auxiliar no controle da inflação neste ano de 2022 que já se apresenta como um desafio complexo.


 
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