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Grandes cidades de Minas não registram óbitos por Covid-19 há mais de dez dias



Nesta segunda-feira (18), a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) registrou um único óbito por Covid-19 em Minas Gerais. Os dados podem estar represados após o feriado da Semana Santa, mas, de forma geral, o Estado vive uma tendência de queda dos índices epidemiológicos da pandemia há semanas e algumas das maiores cidades de Minas estão há mais de dez dias sem registrar novos óbitos por Covid-19. Uberlândia, por exemplo, segundo município mineiro mais populoso, com cerca de 706,5 mil habitantes, não registra uma morte há 12 dias, e Uberaba, oitava cidade com maior população, abrigando 340,2 mil moradores, zerou o número de novas mortes há 13. 

A última morte registrada em Uberaba foi contabilizada no boletim epidemiológico do dia 5 de abril. O município soma, até o boletim mais recente, desse domingo (17), 1.531 mortes pela doença e 81,9 mil casos confirmados — desde o dia 5, foram mais 281 infectados com diagnóstico positivo. “Acreditamos que o período de emergência passou. A taxa de transmissão (Rt) da doença está em 0,67 há duas semanas. No início do ano, ela já foi 3,25. A taxa de ocupação de UTI para Covid é de 9%”, detalha a secretária municipal da Saúde de Uberaba, Valdilene Alves. Um Rt abaixo de um significa retração do número de casos da doença, enquanto um número acima disso mostra aumento da transmissão. 

Em Uberlândia, o registro de morte mais recente é do dia 6. Desde então, a cidade somou mais 207 casos da doença. No total, 3.342 pessoas morreram por Covid-19 e 200,1 mil foram infectadas na cidade do Triângulo Mineiro.  

Apesar de não estarem há tanto tempo sem registro de mortes por Covid-19, outras das maiores cidades de Minas Gerais também registram queda do número de óbitos. Em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, por exemplo, foram contabilizadas duas mortes nos últimos sete dias. Ipatinga, no Vale do Rio Doce, passou 12 dias seguidos sem mortes no início de abril, intervalo que foi interrompido no último dia 13, quando a cidade contabilizou um novo óbito.  

Ampliar terceira dose é desafio de cidades mineiras  

Cerca de 56,3% dos adultos em Minas Gerais receberam a primeira dose de reforço até agora, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), e algumas das cidades mineiras mais populosas ainda lutam para ampliar o percentual, essencial para conter eventuais futuras ondas da pandemia.  

Cerca de 37,2% dos adultos estão com a dose de reforço atrasada em Uberaba, por exemplo. Uma das estratégias da cidade, segundo a secretária municipal da Saúde, Valdilene Alves, é a adoção de visitas de equipes de vacinação até empresas e em regiões periféricas da cidade para alcançar pessoas com doses em atraso. “Temos três equipes em vans e vamos até aquelas pessoas que vivem em bairros de difícil acesso e têm dificuldade em pagar a passagem de ônibus até as unidades de saúde, por exemplo”, explica. 

O Tempo


 
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