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Industriais mineiros conhecem oportunidades do mercado árabe

 

Foto: Sebastião Jacinto Júnior


O funcionamento da zona de livre comércio de Dubai, nos Emirados Árabes, e do selo CDIAL Halal – usado para certificar produtos e serviços com padrões éticos e morais exigidos pelo consumidor islâmico – pôde ser conhecido em detalhes nesta segunda-feira, na sede da FIEMG, em Belo Horizonte, por industriais mineiros que têm interesse em negócios com esse mercado internacional. A rodada de transações – “Made for trade live – Brasil in focus Belo Horizonte” – havia sido acertada em novembro, quando o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, comandou a ida de uma comitiva com mais de 140 empresários mineiros à Expo Dubai. Na ocasião, a Federação apresentou nos Emirados Árabes as potencialidades do estado em diferentes áreas.


Promoção de investimentos

“Durante a missão a Dubai, foi firmado um acordo para a promoção de investimentos e intercâmbio de tecnologias entre a FIEMG, o governo de Minas Gerais, a CDL, a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, a DMCC – área de livre comércio local – e a CDIAL Halal”, lembrou o presidente da Câmara da Indústria de Produtos Alimentícios da Federação, Vinícius Segantine Dantas.

Presidente executivo e CEO da DMCC, Ahmed Bin Sulayem disse que os investidores dos Emirados Árabes identificam infinitas possibilidades de negócios tanto no Brasil quanto em Minas Gerais. “É um estado do tamanho da França, cheio de oportunidades”, considerou.

Também integrante da missão de emrpesários mineiros a Dubai, o CEO da Fralía Cacau Brasil e presidente da FIEMG Jovem, Matheus Pedrosa ponderou que o potencial de crescimento do mercado de chocolate está na Ásia, nos países árabes. "Na Europa, o consumo anual de chocolate é de 8 quilos per capita. No Brasil, são 3,2 quilos por pessoa; e, na Ásia, são apenas gramas", revelou, recomendando também a busca de apoio do Centro Internacional de Negócios da FIEMG para o acesso a esses mercados.


Consumidores

Ahmad Saifi, diretor de Operações da CDIAL Halal, ressaltou que os países árabes têm mais de 400 milhões de habitantes e que há 2 bilhões de muçulmanos no mundo. É esse mercado, apontou, que consome produtos e serviços certificados pelo CDIAL Halal.

“São consumidores mais exigentes. Até 2024, o mercado halal vai movimentar US$ 5,7 trilhões”, destacando que o Brasil é líder mundial na produção e exportação de proteína animal halal. Ainda segundo ele, o país exporta US$ 16,2 bilhões aos países árabes, em produtos que vão de minério de ferro, a açúcar e carne de frango, entre outros.

Saifi observou, no entanto, que tanto o Brasil quanto Minas poderiam investir mais em mercados árabes como o da moda, de fármacos e de cosméticos. “O Brasil é       conhecido internacionalmente pela excelência e qualidade dos seus produtos. Empresas que optarem pelo selo CDIAL Halal, terão ainda mais credibilidade e reputação”, alertou.


Feira e congresso

Diretor da Bem Sabbagh Bros e presidente da International Colored Gemstone Association (ICA), Clement Sabbagh contou que está sendo organizada uma grande feira de pedras e joias em Dubai, para fevereiro de 2023. Em seguida, complementou, haverá, no mesmo local, um congresso do setor, um dos quais os Emirados Árabes mantêm fortes negócios com empresas brasileiras.

Nos últimos anos, de acordo com a superintendente de Atração de Investimentos e Estímulo à Exportação do governo de Minas Gerais, Bárbara Botega, as exportações brasileiras para países árabes cresceram em torno de sete vezes. "É muito bom poder contar com a FIEMG para mostrar ao produtor mineiro o imenso potencial que o mercado árabe oferece", considerou ela. “Minas Gerais tem muito a oferecer e o mercado árabe é de muito interesse para nós”, reforçou o representante da FIEMG no encontro, Vinícius Dantas.

Fonte: FIEMG




 
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