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Ministério Público faz operação contra quadrilha especializada em furto de gado

 

Foto: Ilustração / Google

O Ministério Público deflagrou na manhã da última quinta-feira (7) uma operação contra uma organização criminosa especializada em furto de gado em Minas Gerais.  Segundo o MP, foram cumpridos sete mandados de prisão e busca e apreensão em Três Corações, Carmo da Cachoeira e São Paulo (SP). A operação foi nomeada de Carcará. 

Participaram da ação 30 Policiais Militares dos estados de Minas Gerais e São Paulo e dois Promotores de Justiça. Segundo a PM, seis pessoas acabaram presas durante a operação. De acordo com as investigações, o grupo criminoso atuava em Cruzília (MG). Segundo o MP, a organização foi criada, estruturada e aperfeiçoada, além de ter como finalidade conferir o lucro financeiro do grupo, que vinha por meio do comércio de bois, vacas e cavalos furtados de produtores rurais.

Durante as investigações, foram identificados alguns suspeitos que moravam na zona rural de municípios próximos de onde os furtos ocorriam. Ainda de acordo com o MP, os investigados tinham vínculos com pessoas de cidades vizinhas e integrantes no estado de São Paulo.

"Nós tivemos um furto de gato ocorrido em Minduri, no ano passado. 

A partir da prisão de dois integrantes que estavam nessa furto, começamos a investigação e ela se      desenrolou, demonstrando a existência de uma organização criminosa muito bem articulada, que cometia vários crimes de furtos no Sul de Minas e até em São Paulo", explicou o promotor de Justiça, Leandro Pannain Rezende.


Modo de agir

O MP informou que o modo como o grupo agia era sofisticado. A organização teria diversos integrantes que se distribuíam nos imóveis rurais antes, durante e após o furto dos rebanhos. Todos possuíam radiocomunicadores e utilizavam caminhão baú para transportar o gado e não gerar suspeitas durante a fuga.

Ainda de acordo com o MP, os veículos utilizados por eles eram alugados e serviam de “batedores”, a fim de verificar a presença de policiais durante o trajeto ou de pessoas que pudessem ser um possível obstáculo. Além disso, o grupo teria alugado um imóvel na zona rural de Carmo da Cachoeira, onde o gado era depositado até ser transportado para São Paulo.

Também em Carmo da Cachoeira, a organização capturava pássaros silvestres, que eram transportados e vendidos em pequenas embalagens de papelão sem alimentação, água e ventilação.

O Ministério Público informou que o grupo também praticou crimes em Itaguara, Santo Antônio do Amparo, Bom Sucesso e Minduri, onde eles furtaram 185 cabeças de gado, material de montaria e ferramentas.

A investigação também apontou que parte do grupo atuava em conjunto com integrantes de outro núcleo criminoso do Vale do Paraíba, de forma articulada, mas independente. No estado de São Paulo, os criminosos teriam furtado máquinas agrícolas e 500 cabeças de gado. O prejuízo dos produtores rurais teria sido de mais de R$ 1 milhão.

Fonte: G1


 
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