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‘Não tem como ter voto impresso mais’, afirma Barroso

Foto: Sebastião Jacinto/Fiemg


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso afirmou que não há como ter mais o voto impresso. O ministro foi o convidado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) para encerrar, nesta segunda-feira (4), a programação do “Imersão Industrial – 1ª Capacitação Política”. Barroso ocupou a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre maio de 2020 e fevereiro último.

De acordo com o ministro, a campanha pelo voto impresso não faz sentido algum. “Não pode (ter) porque o Supremo disse que é inconstitucional, porque o Congresso Nacional não aprovou uma emenda à Constituição e porque não dá tempo de providenciar impressoras para fazer o voto impresso. Portanto, qualquer campanha é apenas para tumultuar o processo político eleitoral, venha de onde vier”, apontou Barroso. 

O ex-presidente do TSE ainda classificou a desinformação como “problema do nosso tempo”, lembrando dos acordos firmados pelo Tribunal com plataformas para enfrentar a questão “no limite do que é possível”. “Não é para coibir. Liberdade de expressão, todo mundo deve ter, independentemente das opções políticas que tiver. Mas destruição da democracia não é uma dessas opções. A democracia foi a grande causa da minha geração e de muitas pessoas que estão aqui”, pontuou Barroso.

As observações de Barroso foram feitas ao fim da palestra, já que, durante a maior parte, o ministro se deteve a discutir conceitos da democracia constitucional, assim como o papel do Judiciário na relação com os demais Poderes. A 1ª Capacitação Política estava com programação aberta desde 7 de março. O evento pauta conceitos do processo político-eleitoral brasileiro, como, por exemplo, partidos políticos e direito eleitoral, relações institucionais e governamentais e espaços públicos.

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