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Índice da cesta básica em Três Pontas tem alta de 2,44% no mês de abril

 


No mês de abril, o Índice da Cesta Básica de Três Pontas (ICB – FATEPS/UNIS) teve alta de 2,44% comparado com o mês de março. Foi a quinta alta consecutiva do índice, provocada principalmente pelo comportamento dos preços da batata, banana, feijão carioquinha e leite integral. Ao considerar 12 meses, de abril de 2021 a abril de 2022, a cesta básica em Três Pontas apresentou alta acumulada de 21,60%.

A pesquisa é realizada por meio da coleta dos preços de 13 produtos que compõem a cesta básica nacional de alimentos nos principais supermercados da cidade, tendo por base a metodologia adotada pelo DIEESE nas principais capitais brasileiras.

Esta recente sondagem, realizada na última semana do mês de abril, demonstrou que o valor médio da cesta básica nacional de alimentos para o sustento de uma pessoa adulta na cidade de Três Pontas foi de R$633,90. Isso corresponde a 56,54% do salário mínimo líquido. Dessa forma, um trabalhador que recebe um salário mínimo mensal precisa trabalhar 115 horas e 04 minutos por mês para adquirir essa cesta em Três Pontas.

Entre os meses de março e abril de 2022, dos 13 produtos componentes da cesta básica pesquisada em Três Pontas, 9 tiveram alta dos preços médios: batata, banana, feijão carioquinha, leite integral, farinha de trigo, arroz, café em pó, pão francês e óleo de soja. Quatro produtos tiveram queda em seus preços médios: tomate, açúcar refinado, carne bovina e manteiga.

O comportamento dos preços dos itens da cesta básica em Três Pontas no mês de abril foi muito influenciado pela dinâmica da oferta, principalmente no que se refere às safras e colheitas. Cabe destacar também os custos de produção e a disponibilidade de alguns itens que também influenciaram esse comportamento, como no caso leite integral, farinha de trigo e óleo de soja.

O resultado deste mês representa a quinta alta consecutiva do valor da cesta básica na cidade e isso vem impactando o orçamento das pessoas, especialmente as de baixa renda. Questões como a continuidade do conflito na Ucrânia, a demanda externa e as incertezas com relação às próximas safras no Brasil e no mundo podem continuar influenciando os preços ao consumidor, fazendo necessário um planejamento governamental que vise melhorar a produção e a disponibilidade interna de produtos alimentícios.




 
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