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PF indicia 12 pessoas ligadas à fundação mantenedora da Unincor por cinco crimes em Três Corações



A Polícia Federal indiciou 12 pessoas ligadas à direção da FCTE (Fundação Comunitária Tricordiana de Educação), mantenedora da UNINCOR (Universidade Vale do Rio Verde). O inquérito que investigou desvio e lavagem de dinheiro na instituição de ensino de Três Corações (MG) foi concluído pela PF. 

Os indiciados são dirigentes da FCTE e pessoas ligadas à instituição de ensino, como empresários e pessoas físicas que exerciam funções chaves no esquema criminoso. 

Os indiciamentos foram feitos por crimes de apropriação indébita, falsidade ideológica, uso de documento falso, lavagem de dinheiro e organização criminosa, cujas penas máximas, somadas, podem chegar a 32 anos de prisão. 

O nome da Operação (“J’Adoube”) é uma referência ao termo utilizado no jogo do xadrez que significa “eu arrumo”, para indicar que os dirigentes daquela instituição de ensino criavam (arrumavam/arranjavam) empresas para desvio de valores e consequente lavagem de ativos. 

Investigação 

Segundo a Polícia Federal, a investigação, que teve início em setembro de 2020, analisou centenas de transações bancárias envolvendo empresas utilizadas na cobrança de mensalidades de alunos da FCTE além de outras pessoas jurídicas e físicas. Foi detectado sofisticado esquema de desvio de valores e posterior lavagem desses recursos ilícitos. 

O branqueamento de capitais feito por dirigentes da FCTE e pessoas que integravam a organização criminosa envolvia, entre outras ações, confecção de contratos de locação falsos, simulação de dívidas com a FCTE para embasar recebimento de valores e, também, uso de empresas em nome de interpostas pessoas para pagamentos de despesas pessoais. 

A 1ª fase da operação foi deflagrada no dia 8 de março, quando foram cumpridas 28 ordens judiciais, sendo 16 mandados de busca e apreensão nas cidades de Varginha (2), Três Corações (3), Conceição do Rio Verde (1), Contagem (2), Nova Lima(2) e Belo Horizonte (6), além de outras ordens judiciais de apreensão específicas em desfavor de pessoas físicas e jurídicas. 

Com o avanço das investigações apurou-se que o grupo continuava em atividade. Então, em 10 de maio, foi desencadeada a “Fase 2” da Operação com o cumprimento de quatro ordens judiciais (1 mandado de prisão preventiva, contra o ex-presidente da FCTE, professor Leandro Rodrigues, duas ordens de busca e apreensão e 1 medida cautelar específica). 

No curso da investigação, a pedido da PF, foram imobilizados recursos advindos da atividade ilícita, como o bloqueio de ativos e bens móveis de pessoas físicas e jurídicas integrantes da organização criminosa.


G1 Sul de Minas

Foto: Reprodução/EPTV




 
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