AS ULTIMAS


POLÍTICA

COLUNAS

ESPORTES

Polícia Federal conclui inquérito que investigou desvio e lavagem de dinheiro de instituição de ensino do sul de minas

 

Foto: Google Maps

A polícia federal concluiu ontem, 26/5/22, o inquérito policial que investigou desvio e lavagem de dinheiro da UNINCOR (Universidade Vale do Rio Verde), e sua mantenedora FCTE (Fundação Comunitária Tricordiana de Educação).

A investigação, que teve início em setembro de 2020, analisou centenas de transações bancárias envolvendo empresas utilizadas na cobrança de mensalidades de alunos da FCTE além de outras pessoas jurídicas e físicas. Foi detectado sofisticado esquema de desvio de valores e posterior lavagem desses recursos ilícitos.

O branqueamento de capitais feito por dirigentes da FCTE e pessoas que integravam a organização criminosa envolvia, entre outras ações, confecção de contratos de locação falsos, simulação de dívidas com a FCTE para embasar recebimento de valores e, também, uso de empresas em nome de interpostas pessoas para pagamentos de despesas pessoais.  A PF deflagrou no dia 8/3 a “Fase 1” da Operação J’Adoube. Foram cumpridas 28 ordens judiciais sendo 16 mandados de busca e apreensão nas cidades de Varginha (2), Três Corações (3), Conceição do Rio Verde (1), Contagem (2), Nova Lima (2) e Belo Horizonte (6), além de outras ordens judiciais de apreensão específicas em desfavor de pessoas físicas e jurídicas. 

Com o avanço das investigações apurou-se que o grupo continuava em atividade. Então, em 10 de maio, foi desencadeada a “Fase 2” da Operação com o cumprimento de 4 ordens judiciais (1 mandado de prisão preventiva, 2 ordens de busca e apreensão e 1 medida cautelar específica). 

No curso da investigação, a pedido da PF, foram imobilizados recursos advindos da atividade ilícita, como o bloqueio de ativos e bens móveis de pessoas físicas e jurídicas integrantes da organização criminosa.

Foram indiciadas 12 pessoas pela PF ao final do inquérito, sendo dirigentes da FCTE e ligadas à instituição de ensino, empresários e pessoas físicas que exerciam funções chaves no contexto delinquencial. 

Os indiciamentos foram feitos por crimes de apropriação indébita, falsidade ideológica, uso de documento falso, lavagem de dinheiro e organização criminosa, cujas penas máximas, somadas, podem chegar a 32 anos de prisão.

O nome da Operação (“J’Adoube”) é uma referência ao termo utilizado no jogo do xadrez que significa “eu arrumo”, para indicar que os dirigentes daquela instituição de ensino criavam (arrumavam/arranjavam) empresas para desvio de valores e consequente lavagem de ativos.





 
Todos os Direitos Reservados - Notícias do Renan © 2017
Desenvolvido por: Renan Lenzi.