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Sebrae lança ISDEL 2.0



Acaba de ser lançada a versão 2.0 do ISDEL, o Índice Sebrae de Desenvolvimento Econômico Local. A nova ferramenta permite uma avaliação ainda mais abrangente dos diversos fatores que condicionam o progresso dos municípios brasileiros. “O índice visa contribuir com o desenho e a avaliação de políticas e esforços para a promoção do desenvolvimento econômico local”, afirma a economista Bárbara Castro, analista da Unidade de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas.

Criado em 2018, o ISDEL foi reformulado, em parceria com o Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (CEDEPLAR/UFMG), para ter maior aderência com o modelo de atuação sistêmica adotado pelo Sebrae para estimular o desenvolvimento econômico local e, assim, criar um ambiente favorável ao fortalecimento do empreendedorismo e dos pequenos negócios. A versão 2.0 do índice engloba 106 variáveis disponibilizadas por fontes oficiais – a primeira tinha 135 -, que estão agrupadas em 39 indicadores. “Com a reformulação, o índice apresentou uma correlação ainda melhor com índices de desenvolvimento de referência nacional e internacional, tais como o PIB per capita e com o IDH, destaca a analista.

 

As 106 variáveis do ISDEL estão associadas às cinco dimensões trabalhadas pelo Sebrae em seu modelo de intervenção nos municípios, conhecido como Abordagem DEL – Desenvolvimento Econômico Local. São elas: Capital Empreendedor, Tecido Empresarial, Governança para o Desenvolvimento, Organização Produtiva e Inserção Competitiva.

 

“O ISDEL é a métrica do DEL, ou seja, a representação quantitativa da forma como o Sebrae atua em territórios para criar um ambiente favorável ao empreendedorismo, aos pequenos negócios e, por consequência, ao desenvolvimento”, explica Bárbara Castro.

 

ISDEL 2.0 e a escala de desenvolvimento dos territórios

O ISDEL 2.0 posiciona os territórios em uma escala que varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento econômico da localidade. “A diferença entre a pontuação obtida por uma localidade e 1 é, portanto, a distância em pontos percentuais que essa localidade precisa percorrer para atingir o mais alto patamar de desenvolvimento econômico”, destaca o economista.

A escala de desenvolvimento econômico é distribuída em cinco classificações:

 

ISDEL Muito baixo: reúne todas as localidades que apresentam ISDEL abaixo de 0,150.

ISDEL Baixo: localidades com ISDEL entre 0,151 e 0,310.

ISDEL Médio: localidades com desenvolvimento econômico entre 0,311 e 0,470.

ISDEL Alto: localidades com ISDEL entre 0,471 e 0,630.

ISDEL Muito Alto: localidades cujo índice seja igual ou superior a 0631.

 

Considerando esta escala, mais da metade dos municípios mineiros e pouco mais de 40% dos brasileiros têm um ISDEL Médio. Os que alcançam um índice alto e muito alto são minoria, tanto em Minas Gerais quanto no Brasil: cerca de 20%. “O objetivo desta classificação não é criar uma competição entre as localidades, mas possibilitar que gestores públicos e sociedade civil entendam com mais clareza suas vantagens comparativas e competitivas e, assim, possam criar estratégias para impulsionar o desenvolvimento local ou regional”, reforça a economista.

 

Abordagem DEL: uma visão sistêmica do desenvolvimento

Lançada pelo Sebrae Minas em 2016, a Abordagem DEL é uma estratégia para articular todos os componentes necessários ao desenvolvimento sustentável dos territórios – um município ou região. “Entendemos que o desenvolvimento econômico beneficia os pequenos negócios e a sociedade de um modo geral, por isso, precisa acontecer a partir de uma perspectiva sistêmica, por múltiplos atores, sobretudo aqueles que sonham, vivem, trabalham e empreendem nos municípios”, reforça a economista Bárbara Castro, analista do Sebrae Minas.

De acordo com a abordagem DEL, o desenvolvimento econômico está diretamente relacionado à dinâmica de cinco fatores ou dimensões:

 

Capital Empreendedor: definido pelo estoque de capacidades empreendedoras do território, manifestado pela quantidade e qualidade de empresas, empreendedores e lideranças.

 

Tecido Empresarial: representado pelas redes formais e informais de empreendedores e empresas, que se unem para atuar coletivamente em prol dos seus interesses. Um bom tecido empresarial contribui para a proteção e promoção dos empreendedores e seus negócios e facilita a interlocução com os demais atores do território.

 

Governança para o Desenvolvimento: refere-se a uma visão comum de futuro construída de maneira compartilhada, participativa e democrática com toda a comunidade e por um Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico que desdobre uma visão de futuro.

 

Organização Produtiva: trata-se da maneira como cada território organiza suas atividades econômicas para gerar renda e riqueza.

 

Inserção Competitiva: representa o conjunto de ações necessárias para que o território se posicione externamente de maneira competitiva, contribuindo para a dinamização de sua economia. 


 
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