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Sobe para 5 mil o número de casos de dengue no Sul de Minas



O número de casos de dengue na região não para de crescer. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG), já passa de 5 mil notificações prováveis da doença no Sul de Minas. Em apenas uma semana, a quantidade de casos em Passos (MG) subiu cerca de 94%. 

Passos e as cidades próximas estão entre as que têm mais casos de dengue na região. Atualmente, a cidade tem registrado cerca de 766 casos. São Sebastião do Paraíso (MG) tem 590; Cássia (MG) tem 319; Delfinópolis (MG) com 308 notificações. 

Como a doença tem se espalhado, Márcia Aparecida da Silva Viana, coordenadora do núcleo de vigilância epidemiológica da Secretaria Regional de Saúde, convocou os prefeitos de São Sebastião do Paraíso e Passos para repassar medidas que devem ser aplicadas nestas cidades. 

“Nós convidamos os prefeitos para estarem aqui, para que nós pudéssemos pensar em medidas estratégicas que trouxessem uma efetividade para serem tomadas oportunamente para interromper esse crescimento escalonado do número de casos de dengue”. 

Segundo a coordenadora, as medidas pensadas envolvem ações de controle vetorial e mobilização social. Ela explica que foi constatado pela vigilância epidemiológica que o combate à doença requer 30% de ações e 70% de comportamento social. 

“Os prefeitos assumiram um compromisso conosco de estarem investindo tanto nas questões de controle vetorial, quanto nas questões de mobilização social, para que os municípios possam dar conta do mosquito Aedes Aegypti”. 

A coordenadora ainda explica que o principal fator foi a situação pós-pandemia, porque foram feitas diversas ações voltadas apenas para a Covid-19 durante os últimos anos. Ainda de acordo com a coordenadora, as autoridades de saúde já esperavam que 2022 fosse ser um ano epidêmico. 

“Assim que a gente tirou o olhar da Covid e voltou a olhar para a saúde de uma maneira geral, a gente vê a dengue explodindo, principalmente considerando que a gente saiu da Covid em um momento de sazonalidade da dengue.” 

Segundo Márcia, a dengue é uma doença cíclica, que precisa reunir algumas condições em determinado período de tempo para que volte a ocorrer em uma comunidade, por isso podem acontecer picos de casos da doença a cada período. 

“A gente tem observado que a cada dois ou três anos, a dengue toma um aspecto em alguns territórios de epidemia”, explica coordenadora do núcleo de vigilância epidemiológica da Secretaria Regional de Saúde.


G1 Sul de Minas

 Foto: Reprodução/EPTV

 


 
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