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Bolsonaro mandou mudar política de preços da Petrobras, diz líder do governo

Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados


O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou nesta terça-feira (21) que o presidente Jair Bolsonaro (PL) ordenou que os novos dirigentes da Petrobras, nomeados por ele mas que ainda não tomaram posse, mude a política de preços da companhia. A indicação indica uma mudança de postura do governo, já que o chefe do Executivo reiterou por diversas vezes ao longo de seu mandato que não poderia interferir na companhia, sob a pena de seus diretores responderem criminalmente. 

"O novo conselho e a nova diretoria vão revisar a política de preços da Petrobras. É para isso que eles estão sendo nomeados. O presidente Bolsonaro já deu o comando à nova diretoria que vai rever o modelo de formação de preços da Petrobras. A petrobras precisa aplicar o lucro que tem na exploração do pré-sal e na exportação de petróleo para compensar os preços internos. Senão ela nao precisa se uma estatal", enfatizou Ricardo Barros em entrevista ao "Uol News", deixando clara a intervenção federal que, até então, o governo negava que faria. 

Em março, ao ser questionado se poderia interferir na companhia para determinar uma mudança na política de preços, Bolsonaro foi taxativo: "Alguns querem que a gente interfira na Petrobras e a gente não pode fazer isso. Até porque o próprio pessoal da Petrobras, a começar pelo presidente, responderia criminalmente por ter aceitado uma interferência nesse sentido", afirmou hoje em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan. 

A declaração de Ricardo Barros também é diversa da colocada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira que, um dia antes, afirmou que era contra a mudança imediata e que deveria haver um mecanismo de transição. A fala do ministro se deu em entrevista ao Valor Econômico. 

No "Uol News", Ricardo Barros foi questionado se os três presidentes anteriores na gestão de Bolsonaro, sustentados pelo governo, terem mantido a política de paridade de preços internacionais não seria um indicativo de que houve erro do Palácio do Planalto na escolha dos nomes. Ele negou. 

"Ele (Bolsonaro) determinou que esses presidentes tomassem uma linha de conduta na empresa que não foi tomada, porque ou não tiveram capacidade de articulação no conselho, ou porque nao tiveram coragem de propor a mudança do modelo de governança, ou porque não tiveram interesse, porque o atual modelo e governança remunera muito bem", disse ele, afirmando que os bônus pagos a diretores em razão de lucros torna vantajoso para a direção elevar preços. 

Na entrevista ele também reforçou que o PL está recolhendo assinaturas para a CPI da Petrobras, que ele prefere chamar de CPI da Política de Preços. O presidente da Câmara, Arthur Lira, já havia afirmado na noite de segunda-feira (21) que o deputado Altineu Côrtes, líder do PL, havia iniciado a coleta de assinaturas para a instalação da comissão.


Por O TEMPO Brasília




 
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