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Criança baleada no Rio foi atingida ao comprar pipoca com a mãe grávida



A avó da menina de quatro anos que foi baleada na Taquara, zona oeste do Rio, disse que a criança estava comprando pipoca com a mãe, que está grávida de três meses, quando foi atingida na cabeça durante um confronto entre policiais e criminosos na tarde desta quarta-feira (1º). 

"Ela pegou a menina na creche, parou para comprar pipoca e, quando viu, a menina estava toda ensanguentada", disse a avó materna, que não terá o nome revelado para preservar a identidade da criança. 

Ela conta ainda que a neta foi encaminhada para a unidade de pronto atendimento da Taquara e, depois, para o Hospital Miguel Couto, na zona sul do Rio. Na unidade, passou por uma cirurgia na cabeça e segue em estado gravíssimo, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. 

A Polícia Civil informou que foi ao bairro da Taquara após receber uma denúncia de extorsão e teria sido recebida a tiros por criminosos. A avó da menina diz que a família toda está arrasada. "Mas temos muita fé e estamos fazendo uma corrente de oração. Ela é uma menina linda. É a minha princesa. Além de alegre e para frente, é uma menina tudo de bom. Deus está no controle. Com certeza, ela vai sair dessa", diz a avó. 

Segundo o Fogo Cruzado RJ, instituto que produz dados sobre violência armada na região metropolitana do Rio, a menina foi a quarta criança baleada no Grande Rio este ano. Todas foram atingidas por balas perdidas e uma delas morreu. 

A vítima que morreu é um menino de 6 anos. Ele foi atingido em um dos acessos do Morro da Torre, em Queimados, na Baixada Fluminense, em tiroteio entre policiais militares e traficantes, em janeiro. A criança estava no quintal de casa. 

Um adolescente de 16 anos, João Carlos Arruda Ferreira, é uma das 23 pessoas mortas durante uma operação policial na Vila Cruzeiro, no dia 24 de maio. 

O estudante, segundo a família, era um jovem tímido, tranquilo e sem qualquer envolvimento com o tráfico, o que contraria a versão da Polícia Militar. Em nota, a PM disse que todos os aspectos relacionados à operação estão sendo investigados pela Polícia Civil. Além disso, a corporação diz que a corregedoria acompanha e colabora integralmente com todos os procedimentos. (Folhapress)


 
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