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Diretor afirma que servidora desviou mais de R$ 3,5 milhões do DMAE, em Poços de Caldas



A sindicância realizada no DMAE apontou que mais de R$ 3,5 mil foram desviados do departamento por uma servidora, em Poços de Caldas. A trabalhadora havia dito, em boletim de ocorrência, que o valor desviado era de R$ 800 mil. A revelação sobre o valor foi feito pelo diretor-presidente do Departamento Municipal de Água e Esgoto durante sessão na Câmara Municipal. 

Paulo César Silva apresentou na reunião os dados do processo de sindicância aberto pelo departamento depois da denúncia sobre o desvio de verba feito por uma servidora. Durante a sessão com os vereadores, o diretor-presidente explicou que durante o processo foram descobertos desvios desde 2016. 

“O andamento do processo de sindicância e a auditoria foram nos trazendo cada vez mais surpresas um tanto quanto desagradáveis em relação ao que vinha acontecendo. Primeiro, que era uma ocorrência que vinha acontecendo desde 2016. Esses desvios vinham acontecendo há muitos anos, o que também nos fez chegar em um volume muito maior do que aquilo que a servidora confessou no ato do boletim de ocorrência ser o valor desviado”, revelou o diretor-presidente Paulo César Silva. 

Durante a sindicância, o diretor-presidente destacou também que o dinheiro era desviado no comércio local. Os comerciantes foram incluídos no processo e, segundo Paulo César Silva, terão que se explicar à Polícia Civil. 

“Constatamos que houve desvios de compras em que a servidora fazia no comércio local, com várias lojas, vários comércios locais. Ela fazia os pagamentos direto, através de várias formas que ela tinha. Conseguimos detectar todas as compras e cruzamos todas as lojas do comércio local que forneciam para ela, recebendo do DMAE. Todos já foram convocados para se manifestar por meio de seus advogados, procuradores ou pela própria empresa. Todo esse documento foi encaminhado à Polícia Civil”, falou o diretor. 

Processo administrativo 

Em entrevista à EPTV, afiliada Rede Globo, a procuradora-geral do município, Vanessa Gavião, detalhou como dinheiro era desviado e falou sobre o fim do processo administrativo. Ela comentou, ainda, sobre o andamento do inquérito policial. 

“O inquérito está em trâmite e é de competência da polícia. Estamos acompanhando e ele está tramitando. O processo administrativo foi encerrado e ele conclui pela demissão por justa causa da servidora, o que já foi acatado pelo diretor-presidente. Foram vários artifícios que foram utilizados, entre eles a emissão de cheques para suposto pagamento de fornecedor, também a utilização com transações bancárias, como PIX, transferências. Ela utilizou de sua função, que era dentro da contabilidade, para poder movimentar as contas bancárias da instituição”, falou a procuradora-geral. 

Ainda segundo a procuradora, outros processos podem ser abertos para verificar se outros funcionários se envolveram no desvio de dinheiro. Há um processo para que o valor desviado seja ressarcido. 

“Com o processo administrativo encerrado, foi concluído pela demissão por justa causa da servidora. Há possibilidade ainda de abertura de novos processos para apurar outras falhas administrativas de outros servidores. A participação de outros eventuais acusados será apurado pelo inquérito, mas pode ser apurado internamente pelo DMAE. Além disso, concluiu-se também pela necessidade de ressarcimento dos cofres públicos. Em razão disso, a assessoria jurídica já providenciou uma ação de ressarcimento ao erário”, relatou Vanessa Gavião. 

No boletim de ocorrência feito pela Polícia Militar, a servidora alegou que fez os desvios por passar por problemas financeiros pelo fato de cuidar da tia, que sofre de Alzheimer. A defesa da servidora afirmou que não vai se manifestar sobre os valores do documento de sindicância, pois eles divergem dos valores divulgados na Câmara. 

Denúncia e inquérito policial 

A Polícia Civil investiga, por meio de inquérito, o desvio no Departamento Municipal de Água e Esgoto de Poços de Caldas

A denúncia foi feita pelo próprio diretor do DMAE, Paulo Cesar Silva, que fez um boletim de ocorrência contra uma servidora após levantamento do setor de contabilidade do departamento. 

Conforme o boletim de ocorrência feito pela Polícia Militar, a mulher alegou que fez os desvios pois estava passando por problemas financeiros por ter que cuidar de uma tia que sofre de Alzheimer. Os desvios teriam começado em janeiro de 2020. 

Ainda conforme o boletim, a mulher teria desviado cerca de R$ 8 mil por semana, totalizando quase R$ 800 mil. A fraude acontecia durante o pagamento de cheques a fornecedores, que eram pagos por duas vezes. Os valores teriam sido gastos nas despesas médicas da tia, que morreu em junho de 2021 e também em gastos familiares, como compras, viagens e outros. 

Para a Polícia Militar, a mulher disse que agiu sozinha e que ninguém mais sabia.


Fonte: G1 Sul de Minas

Foto: Reprodução/EPTV




 
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