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Ministério Público propõe ação contra prefeito e secretário de Saúde de Ijaci por furarem fila da vacina



O Ministério Público propõs uma Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito de Ijaci, e o secretário de Saúde do município, por furarem a fila da vacinação contra a Covid-19 no ano passado. 

A ação foi proposta pela 5ª Promotoria de Justiça de Lavras no dia 8 de junho. O MP apurou que o prefeito e o secretário de Saúde foram vacinados no dia 20 de janeiro de 2021. Ambos tomaram duas das primeiras 16 doses remetidas ao município de Ijaci, destinadas à vacinação de trabalhadores da saúde que, por seu contato diário com pacientes, apresentassem maior risco de contaminação. 

Questionado pelo MP, o prefeito de Ijaci explicou que, por ocupar o cargo efetivo de motorista no município, teria, em tese, direito à prioridade na vacinação. Justificou, do mesmo modo, que o secretário de Saúde é técnico de enfermagem e, em razão de sua formação, atuaria diariamente na Unidade Básica de Saúde da cidade. Ambos seriam, portanto, profissionais da área da saúde. 

O MP diz ainda que foi constatado ao longo das investigações que, ao saber que estava sendo investigado por furar a fila da vacinação, o prefeito rapidamente sentou-se ao volante de uma ambulância e tratou de transportar algum paciente para fora da cidade. 

De acordo com o MPMG, em relação ao secretário municipal a explicação dada pelo prefeito foi que o servidor é dispensado do registro de frequência, embora compareça diariamente à Secretaria Municipal de Saúde e à Unidade Básica de Saúde do Município, para atendimento à população. 

Na ação, o MP pede à Justiça que condene os dois à perda de função pública, suspensão de direitos políticos até 12 anos, pagamento de multa civil e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais pelo mesmo período. 

Em contato com o g1, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Ijaci informou que o prefeito e o secretário ainda não foram citados oficialmente e por enquanto não vão comentar o assunto.


Fonte: G1 Sul de Minas




 
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