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Dia do Capoeirista será comemorado com apresentações na Praça Getúlio Vargas

 


Na próxima quarta-feira, 03 de agosto, Varginha comemora o Dia do Capoeirista com apresentações na Praça Getúlio Vargas a partir das 19h30. As apresentações serão executadas pelo Grupo Nova Visão Capoeira, de Varginha, com a participação de convidados. A iniciativa é do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir), com apoio da Prefeitura de Varginha por meio da Fundação Cultural.

A Capoeira é uma das manifestações mais fortes da cultura popular. 

De acordo com a Fundação Palmares, tem suas origens no século 17, quando ocorreram os primeiros movimentos de fuga e rebeldia dos negros escravizados. No século 19, estão os primeiros dados e registros confiáveis e com descrições detalhadas sobre a prática. Existia até a hipótese de que a capoeira havia surgido na África, porém hoje se acredita que tenha nascido mesmo no Brasil.

Estudiosos creem que a origem da palavra capoeira venha do tupi-guarani caá-puêra, que significa “mato que já foi”. Já na linguagem caipira, o termo viria de capuêra, que significa mato que nasceu no lugar de outro derrubado ou queimado. Este tipo de terreno seria a arena das primeiras rodas de capoeira.

A prática da capoeira representa a junção de diferentes manifestações como à dança, a música, a dramatização, a brincadeira, o jogo e a espiritualidade. Esta característica torna a expressão complexa, apaixonante, surpreendente e rica.

Mais de oito décadas depois, a capoeira venceu preconceitos e conquista adeptos em todas as classes sociais. Por iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cultura (MinC), a capoeira foi reconhecida, em julho de 2008, como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. 

Em novembro de 2014, a Roda de Capoeira recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

A capoeira ganhou o mundo e passou a ter destaque, importância e reconhecimento na agenda política, social e cultural no Brasil e em mais de 150 países. Assim, os ensinamentos deste patrimônio cultural e imaterial afro-brasileiro podem ser transmitidos de geração a geração.

Fonte: Fundação Palmares


 
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