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Elenco do Corinthians não faz gol há cinco jogos, mas defesa brilha

Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians


Já são cinco jogos em que jogadores do Corinthians não fazem gols nos adversários. Desde a goleada por 4 a 0 sobre do Santos, em 22 de junho, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, o time só marcou uma vez, e contra: Rodinei, do Flamengo, garantiu a vitória corintiana por 1 a 0 no último domingo, pelo Brasileirão. 

Mesmo assim, o Corinthians obteve sucesso nos 463 minutos desde o último gol, marcado por Giuliano: avançou às quartas de final da Libertadores após dois empates sem gols com o Boca Juniors (e vitória nos pênaltis) e voltou à vice-liderança da competição nacional. 

A explicação? Uma defesa que não tomou gol em sete das últimas dez partidas. 

Convivendo com desfalques e passando por uma sequência decisiva para a temporada, o técnico Vítor Pereira e sua comissão precisaram equilibrar o elenco que tinham à disposição, formando uma defesa que sofre poucos gols, mas tendo mais dificuldades no seu ataque. 

Neste período de dez jogos, o Corinthians venceu quatro vezes, empatou quatro e perdeu duas. Sofreu seis gols e fez nove. Quatro dos gols foram na goleada em cima do Santos, último jogo em que um corintiano marcou. 

Os constantes desfalques neste recorte de dez jogos ajudam a explicar a oscilação ofensiva a partir da derrota para o Cuiabá, fora de casa, pela 10ª rodada do Brasileirão. Naquele jogo, no começo de junho, Vítor Pereira não tinha Maycon, Jô (que teria o contrato rescindido na sequência), João Victor, Fagner, Luan e Willian. 

O camisa 10 retornou na sequência, nos dois jogos seguintes. Maycon, porém, teve constatada uma lesão grau 3 no músculo adutor da coxa direita e virou desfalque por tempo maior. Hoje, o meio-campista está em transição física. E Gustavo Silva, na 12ª rodada, ficou fora por Covid-19. 

Contra o Goiás, na 13ª, Willian voltou a ficar fora por um desconforto muscular. Na sequência, Renato Augusto virou ausência por um desconforto na panturrilha, Mosquito teve tendinite, suspensos apareceram, e Vítor Pereira foi adaptando seu desfalcado sistema ofensivo para sobreviver à temporada. 

Diante dos desfalques, o técnico fortaleceu a defesa, viu o número de gols diminuir, mas conseguiu a sobrevida necessária. 

Tal saldo se deve ao sistema defensivo. Desde que chegou ao Corinthians, Vítor Pereira fala sobre a importância da equipe como um todo para tomar menos gols. Dos seis sofridos nestes últimos dez jogos, quatro foram na goleada para o Fluminense, antes da decisão contra o Boca Juniors na Bombonera, quando o Timão teve time reserva em campo. 

Para se somar à forte defesa corintiana, a diretoria está para anunciar a contratação, por empréstimo, de Balbuena, velho conhecido da torcida, compensando a saída de João Victor, vendido ao Benfica. 

Para tentar elevar os números do ataque, o Timão já apresentou e conta com Yuri Alberto a partir do dia 18 de julho.


GE


 
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