AS ULTIMAS


POLÍTICA

COLUNAS

ESPORTES

Tragédia em Capitólio: fiscalização e estudo dos cânions são intensificados após queda de paredão

 

Foto: Joel Silva/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Seis meses após a queda do paredão de pedra que ocasionou a morte de dez pessoas, no Lago de Furnas, em Capitólio, o município localizado no coração do Mar de Minas, o maior complexo aquático artificial da América Latina, no Centro-Oeste mineiro, vive uma nova fase. A Prefeitura contratou uma empresa especializada para avaliar diariamente as condições das rochas que formam os cânions. O acidente ocorreu no dia 8 de janeiro. O local ficou totalmente interditado até o dia 30 de março, ocasião em que foi publicado o decreto nº 094/2022, que liberou o acesso parcial aos cânions. Em entrevista ao g1, o secretário de turismo de Capitólio, Lucas Arantes Barros, falou sobre o trabalho que está sendo feito para garantir segurança aos frequentadores no Lago de Furnas.

“Um monitoramento diário é feito por uma empresa de geólogos que foi contratada pela Prefeitura. Eles fazem o monitoramento todos os dias, com anotações e registro fotográfico. Estando tudo certo neste monitoramento, a equipe nos avisa e autorizamos o acesso das embarcações. Até agora, desde março, tivemos todos os dias a permissão para funcionar diante dos levantamentos da situação dos cânions”, explica.

O município também estipulou novas diretrizes para o acesso de turistas no lago. Desde março, as embarcações não podem mais se aproximar dos cânions. Foi definido um limite para garantir a segurança dos profissionais e turistas nas lanchas.

A Marinha do Brasil, por meio da Delegacia Fluvial de Furnas (DelFurnas), também faz o monitoramento frequente e fiscalização das embarcações no Lago de Furnas. Em nota enviada ao g1, a Marinha informou que o trabalho é diário, inclusive, em fins de semana e feriados.

"A Marinha do Brasil fiscaliza e ordena, rotineiramente, o tráfego aquaviário nas águas interiores de Minas Gerais, a fim de garantir a segurança da navegação, a proteção da vida humana no mar e a prevenção da poluição ambiental provocada por embarcações, conforme previsto na Lei n° 9.537/97 (Lesta) e no seu regulamento, Decreto n°2.596/1998 (RLesta), que estabelecem as atribuições e competências da Autoridade Marítima", informou.

"A DelFurnas realiza diuturnamente Inspeções Navais e vistorias, inclusive aos finais de semana e feriados, cumprindo e fazendo cumprir a legislação, os atos, as normas, os regulamentos e os procedimentos, nacionais e internacionais, que regulam os tráfegos fluvial e lacustre para verificar diversos itens de segurança da navegação das embarcações abordadas, tais como a documentação, a habilitação dos condutores, a existência e o estado de conservação do material de salvatagem, o comportamento da embarcação quanto às regras de navegação, se a atividade que a embarcação realiza está de acordo com a prevista no seu documento, e se o condutor apresenta indícios de consumo de bebida alcoólica", concluiu. No dia em que a tragédia completou um mês, a Prefeitura fez o lançamento do projeto "Reviva Capitólio – Viva o Mar de Minas". Um total de 80 ações e investimento de R$ 5 milhões visam recuperar e garantir a segurança do turismo na região com este projeto. As ações são integradas com Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), além das prefeituras de Capitólio, São José da Barra e São João Batista do Glória, polícias Militar (PM) e Civil, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Marinha do Brasil, Instâncias de Governanças Regionais (IGRs), Sebrae, Fecomércio, Sesc, Senac e sociedade civil. A ação também faz parte do programa Reviva Turismo do Governo de Minas.

fonte:G1


 
Todos os Direitos Reservados - Notícias do Renan © 2017
Desenvolvido por: Renan Lenzi.