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Caso Bárbara Victória: Ninguém foi reconhecer corpo de suspeito do assassinato

Foto: Reprodução / câmeras de segurança


Nenhum familiar, amigo ou conhecido foi ao Instituto Médico Legal (IML) reconhecer o corpo de Paulo Sérgio de Oliveira, de 50 anos, apontado como principal suspeito de ter assassinado a pequena Bárbara Victória, de 10 anos, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. O catador de recicláveis, conhecido como Tetinha, encontrado na quarta-feira (3) pendurado com uma corda no pescoço na casa de uma tia idosa, deu entrada como desconhecido no local.  

Segundo uma fonte diretamente ligada às investigações, o corpo chegou ao IML por volta das 18h30 de ontem e até a manhã desta quinta-feira (4) eles não receberam sequer uma ligação para saber sobre o corpo. Como ele não estava com nenhum documento, caso ele permaneça por lá pelos próximos 90 dias, será enterrado como indigente e sem despedidas de entes queridos. 

“Nós achamos estranho ninguém ter aparecido já que ele morreu na casa de uma tia, então ele tem parentes. Talvez as pessoas estejam com medo por causa da repercussão do caso”, diz a fonte com garantia de anonimato. Além da tia que o acolheu na própria casa, no bairro Cachoeirinha, na região Nordeste, o homem tem um filho, de 25 anos.  

Segundo o Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Militar quando o suspeito foi conduzido à delegacia pela primeira vez, na segunda-feira (1), foi o próprio filho do homem quem ajudou a identificá-lo nas imagens usadas como supostos indícios de que ele teria conversado com Bárbara. Quando os policiais mostraram a gravação, onde ele aparece com a menina, a primeira reação de Paulo foi negar que fosse ele nas imagens e até que conhecia a garota. Foi aí que, segundo o BO, o filho dele reagiu dizendo: “amo o senhor, pai, mas não posso negar que é o senhor [no vídeo]”.  

Paulo chegou a ser preso, mas foi liberado por falta de provas que o incriminassem. Depois disso, se trancou em um quarto na casa de uma tia idosa, com medo de ser linchado pela comunidade onde vivia, e só saiu de lá morto. A familiar foi quem o encontrou pendurado em uma corda.  Morreu sem que as investigações sobre o assassinato da pequena Bárbara, que saiu de casa apenas para comprar pão, fossem finalizadas. Paulo continua apenas como suspeito e as apurações da Polícia Civil estão em curso

Segundo a fonte que acompanha as investigações, o corpo dele não tinha marcas de agressões. “A teoria de que ele poderia ter sido agredido não foi confirmada pelos exames. Ele morreu de enforcamento. Provavelmente se matou mesmo, mas as investigações é que vão indicar”, diz.  


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