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A 4 meses da venda, BR-381 tem 51 acidentes e 5 mortes por mês; veja mudanças


Foto: Ministério da Infraestrutura/divulgação


As curvas acentuadas, o fluxo intenso de veículos e a imprudência dos motoristas seguem fazendo vítimas na BR-381, conhecida como a "Rodovia da Morte". Entre janeiro a junho deste ano, o trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares, na região do Rio Doce, registrou 51 acidentes e 5 mortes por mês. A média é de ao menos dois feridos por dia no percurso. A solução para o elevado número de acidentes, segundo especialista, pode estar na privatização da via, que tem leilão previsto para novembro deste ano.

Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostram que, somente nos primeiro semestre de 2023, 32 vidas foram perdidas no trecho. Ao todo, 308 acidentes foram registrados e 445 pessoas ficaram feridas. As ocorrências já representam mais da metade do número registrado em todo o ano passado, quando 500 acidentes e 611 vítimas foram anotados - 50 pessoas morreram.

Para a especialista em segurança e educação no trânsito, Roberta Torres, a explicação para o elevado número de acidentes no trecho, que possui 304 quilômetros de extensão, está no traçado sinuoso da rodovia, no fluxo intenso de veículos, especialmente os de grande porte. Além disso, o fator humano influencia diretamente no índice. “O excesso de velocidade, as ultrapassagens em locais proibidos, o uso do álcool e outras drogas são fatores que também influenciam na segurança”, avalia.

O problema, no entanto, deve ser minimizado com a privatização da rodovia, que tem leilão marcado para 24 de novembro. “Quando falamos de segurança no trânsito temos a primícia de que nenhuma morte é aceitável. Com a concessão a gente espera que esses índices diminuam porque as privatizações tem uma série de exigências relacionadas à segurança, que são obrigações dos Estados, municípios e órgãos federais, mas que a gente sabe que por uma questão financeira eles acabam não dando conta de fazer.

Conforme o edital, a concessão do trecho terá duração de 30 anos e tem um investimento previsto de R$ 10 bilhões em melhorias, entre elas recuperação e requalificação do pavimento, melhoria da sinalização vertical e horizontal, duplicação de 134 km da rodovia e 152 correções de traçado. No entanto, Roberta Torres ressalta a necessidade de investimentos também em dispositivos de segurança.

“Não apenas a sinalização e asfalto de qualidade, mas também os dispositivos de segurança que reduzem a gravidade quando não houver a possibilidade de evitar o sinistro de trânsito, como por exemplo as defensas metálicas, os sistemas de absorção de impacto. Outro pontos relevante é o investimento em ações de informação e educativas para os usuários da via. E, não podemos nos esquecer do atendimento às vítimas. Quando um sinistro de trânsito ocorre, é preciso que haja a garantia de um atendimento rápido e de qualidade”, afirma.

As obras, entretanto, só devem começar a partir do segundo ano de concessão e irão até o oitavo, conforme aponta o edital. O primeiro ano (2024) terá trabalhos iniciais, para deixar a rodovia em condições mínimas de segurança e trafegabilidade, com reforço na sinalização. Enquanto as melhorias não ocorrem, a especialista pontua que o reforço da fiscalização já pode acarretar em uma diminuição dos acidentes.

“A curto prazo, e, comprovadamente efetiva, fiscalização em relação à velocidade. É comprovado que velocidades excessivas é um dos principais fatores não apenas para a quantidade de sinistros de trânsito, mas também pela gravidade dos mesmos, normalmente, resultando em óbitos nas rodovias. Infelizmente, no governo anterior, vários radares foram retirados de vários trechos que eram extremamente perigosos. As pessoas não gostam de ser fiscalizadas, mas quando se tornam vítimas de um irresponsável no trânsito, não param para pensar que a fiscalização está aí para proteger a todos nós”, finaliza.

A reportagem questionou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) sobre os dados e aguarda retorno.

Pedágios

As melhorias, no entanto, vão refletir no bolso dos motoristas, que poderá ter um custo extra entre R$ 55 e R$ 80. O valor será gasto em cinco praças de pedágio instaladas ao longo do trecho, que deverão custar entre R$ 11 e R$ 16 cada.

As praças serão instaladas em Caeté, João Monlevade, Jaraguaçu, Belo Oriente e Governador Valadares. As tarifas serão diferenciadas para pista simples e dupla.

Veja as melhorias previstas para o trecho a ser concedido:

Ampliação de capacidade e melhorias

134 km de duplicações
43,4 km de Faixa Adicional em pista dupla
94,9 km de Faixa Adicional em pista simples
9,74 km de Vias Marginais de duas faixas
1,94 km de Vias Marginais de uma faixa
152 km de Correções de Traçado
1 Rampa de Escape
34 Passagens de Fauna
4 Ilhas de proteção (passagem de pedestre em nivel)

Dispositivos

7 interseções em diamante (implantação)
1 interseção em diamante (melhoria)
16 Retornos em X (implantação)
1 Retornos em U (implantação)
1 Retorno em U (melhoria)
11 Rotatórias alongadas (implantação)
1 Interconexão Parcial - Parclo (implantação)
281 Regularização/melhoria de acesso

Obras de arte especiais (OAEs)

33 Passarelas (implantação)
3 Passarelas (melhoria)
33 Pontes (implantação)
41 Pontes (reforço/adequação)

Inovações tecnológicas

Implantação de Centro de Controle Operacional
100% de cobertura de câmeras (CFTV)
Sistema de Detecção Automática de Incidentes (DAI)
Iluminação em LED
Comunicação sem fio e aplicativo para chamadas de emergência


Fonte: O Tempo

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