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A Polícia Civil apura a morte de uma mulher que foi atendida no Hospital Bom Pastor, em Varginha-MG.

Foto: Reprodução
Há suspeitas por parte da família de que possa ter ocorrido negligência durante o tratamento da mulher.

Em um vídeo gravado recentemente, a filha da falecida confrontou uma médica do hospital. A paciente, Diceia da Silva, de 51 anos, faleceu na unidade hospitalar aproximadamente duas semanas antes da gravação. A filha busca esclarecimentos sobre a conduta médica.

"Ela me informou que minha mãe recebeu apenas dois litros de soro e solicitou um medicamento. Quando foi buscar o remédio, minha mãe teve um infarto e não recebeu tratamento. Quando vi o prontuário, constava que ela tinha sido medicada com 40 gotas de paracetamol e um diazepam de 5 miligramas. Ao observar o laudo completo, notei que a saturação estava baixa e ela não recebeu oxigênio, além da pressão estar muito baixa e terem administrado um calmante. Eu queria entender o motivo de darem um calmante à minha mãe, mesmo ela estando incapaz de falar ou estando fraca. Fui confrontá-la para obter explicações", relatou Daiana da Silva Piccolli, filha de Diceia.

Diceia foi levada ao Hospital Bom Pastor pelo marido em 21 de março, suspeitando-se de dengue, após quatro dias de sintomas. Infelizmente, ela faleceu no mesmo dia em que foi admitida na unidade de saúde.

O atestado de óbito indica que a causa da morte foi choque cardiogênico, infarto agudo do miocárdio, dengue, hipertensão e diabetes.

"A deixei deitada na maca e, quando retornei, ela estava no mesmo lugar, sem oxigênio, sem equipamento de ressuscitação, absolutamente nada", acrescentou Daiana.

A Fundação Hospitalar de Varginha, responsável pelo Hospital Bom Pastor, declarou por meio de comunicado que está tomando as medidas legais necessárias, conduzindo uma investigação administrativa do caso.

Além disso, afirmou que, caso se confirme qualquer desvio por parte do profissional da equipe médica em relação aos protocolos hospitalares, serão tomadas medidas disciplinares, incluindo advertências, suspensões ou até demissões do serviço público, além de outras medidas legais.

A fundação ressaltou que o hospital não fará comentários sobre aspectos técnicos do caso do paciente falecido.

A filha de Diceia registrou um boletim de ocorrência, e a Polícia Civil está investigando o caso.

"Nosso objetivo é reunir evidências; ainda não estamos fazendo julgamentos. Vamos acompanhar paralelamente as investigações da Polícia Civil, as possíveis ações administrativas do governo e, a partir daí, se entendermos que há indícios de negligência, buscaremos a justiça", disse Josué Sabino, advogado da família.

"Eu quero justiça, porque hoje, eu e minhas irmãs estamos sem mãe. Nós somos as que sofremos com essa perda. É muito simples para alguém errar e permanecer no mesmo lugar, cometendo os mesmos erros", concluiu Daiana.

A Fundação Hospitalar de Varginha também destacou, em comunicado, que não tolera invasões a consultórios médicos durante o atendimento, independentemente da parte envolvida, e refutou as acusações contra a profissional.

Até o momento, a médica em questão não se pronunciou.
Fonte: G1

1 comentário


mccontreira
11 de abr.

Denúncia a medica

no Conselho Federal de Medicina e fica com o prontuário da sua mãe!

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