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“Achem os culpados”: dor e pedido de justiça marcam sepultamento de jovens mineiros mortos em Santa Catarina

  • 6 de jan.
  • 2 min de leitura

fonte: g1
fonte: g1
Comoção, indignação e um apelo por justiça marcaram o sepultamento de dois dos quatro jovens mineiros encontrados mortos em Santa Catarina, após sete dias desaparecidos. Os enterros aconteceram na manhã desta segunda-feira (5), em Guaxupé, no Sul de Minas, reunindo familiares, amigos e moradores da cidade.
Os corpos de Bruno Máximo da Silva e Daniel Luiz da Silveira, ambos de 28 anos, chegaram ao município por volta das 9h45 e foram sepultados minutos depois, após uma breve cerimônia realizada do lado de fora do cemitério. Os caixões permaneceram fechados durante a despedida, acompanhada por orações e homenagens.
Um dos momentos mais emocionantes foi protagonizado pelo pai de Daniel, André Luiz da Silveira, que colocou um porta-retrato com a foto do filho sobre o caixão. Visivelmente abalado, ele fez um apelo às autoridades.
“Que eles achem os culpados para acabar com essa dor e sofrimento no coração da gente. É isso que eu espero”, disse.
A mãe de Bruno, Rosa Maria Máximo, também expressou revolta e pediu justiça. Segundo ela, o filho era trabalhador e não tinha envolvimento com crimes. “Eles acharam que meu filho era bandido, mas não era. Agora eu enterrei meu filho. Eu quero justiça”, afirmou. Bruno deixa dois filhos pequenos, de 1 e 3 anos.
Os outros dois jovens, Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19, serão sepultados nesta terça-feira (6), em Guaranésia, cidade vizinha a Guaxupé. As cerimônias estão previstas para ocorrer a partir das 9h.
Jovens estavam desaparecidos há sete dias
Os corpos dos quatro jovens foram localizados no último sábado (3), em Biguaçu, na região metropolitana de Florianópolis (SC). De acordo com a Polícia Militar, uma denúncia anônima informou sobre corpos abandonados às margens de uma estrada, no bairro Fundos.
No local, os jovens foram encontrados amarrados, e a área foi isolada para atuação da Polícia Civil e da Polícia Científica. O reconhecimento inicial foi feito por familiares, com base em tatuagens, e a confirmação oficial das identidades ocorreu no domingo (4).
Os jovens estavam desaparecidos desde o dia 28 de dezembro, quando foram vistos pela última vez deixando o condomínio onde moravam, em São José, também na Grande Florianópolis. Câmeras de segurança registraram o grupo caminhando pela rua por volta das 3h15.
Familiares relataram que tentaram contato por mensagens, ligações e chamadas de vídeo, sem sucesso, o que levou ao registro do boletim de ocorrência. A Polícia Civil de Santa Catarina segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias e identificar os responsáveis.

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Gazeta de Varginha

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