Adolescentes fisicamente ativos apresentam menor risco de depressão, indica estudo norueguês
23 de mai. de 2025
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Manter-se ativo fisicamente durante a adolescência pode ser um fator decisivo na prevenção da depressão, segundo uma pesquisa conduzida pela Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia. Publicado na Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry, o estudo acompanhou 873 jovens dos 6 aos 18 anos, coletando dados ao longo de sete períodos (aos 6, 8, 10, 12, 14, 16 e 18 anos).
Durante a pesquisa, os participantes usaram acelerômetros por sete dias consecutivos a cada etapa, permitindo uma medição precisa da quantidade e intensidade da atividade física realizada. Além disso, os pesquisadores conduziram entrevistas clínicas para avaliar sintomas de depressão ao longo do tempo.
Os resultados mostraram que os benefícios da atividade física sobre a saúde mental se tornam mais consistentes a partir dos 14 anos. Jovens entre 14 e 18 anos que praticavam mais exercícios físicos apresentaram menos sinais de depressão. Tanto a quantidade de atividade diária quanto a intensidade mostraram efeito protetor.
Outros fatores, como autoestima relacionada à imagem corporal, habilidades físicas percebidas e envolvimento com esportes, também foram considerados. Embora influenciem a saúde mental, o exercício por si só foi apontado como uma variável protetiva importante, independente desses outros aspectos.
A professora Silje Steinsbekk, responsável pelo estudo, destaca que adolescentes fisicamente inativos ao longo do tempo têm maior risco de desenvolver sintomas depressivos. A descoberta reforça a importância de promover o movimento e o esporte como parte das políticas públicas voltadas à saúde mental da juventude.
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